Funcionários do Serviço Nacional de Saúde acedem indevidamente a dados sobre homem morto por tigre em zoo de Inglaterra

William Chapman morreu devido a "lesões traumáticas múltiplas", de acordo com o relatório do incidente, na sequência do contacto com o tigre siberiano macho de cinco anos, chamado Altai.

17 de outubro de 2026 às 10:32
Yorkshire Wildlife Park Foto: Annabel Lee-Ellis / AP
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Dois funcionários do Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra (NHS) terão acedido indevidamente a informações sobre o homem que morreu após ter entrado no recinto dos tigres no Yorkshire Wildlife Park, um zoológico em Inglaterra, no passado sábado.

De acordo com o Yorkshire Ambulance Service Trust, citado pela Sky News, os funcionários acederam ou tentaram aceder a "informações médicas relativas ao incidente" de William Chapman, de 24 anos, "sem motivo legítimo para o fazer". O caso foi identificado na sequências de auditorias e está agora em curso uma investigação para apurar as circunstâncias do acesso indevido.

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William Chapman morreu devido a "lesões traumáticas múltiplas", de acordo com o relatório do incidente, na sequência do contacto com o tigre siberiano macho de cinco anos, chamado Altai. A vítima já tinha sido diagnosticada com esquizofrenia e sofria de episódios de psicose.

Esta não é a primeira vez que funcionários do Serviço Nacional de Saúde tentam aceder a informações médicas relativas a casos com elevada visibilidade sem motivo legítimo. O mesmo aconteceu quando uma criança foi atacada por um crocodilo num jardim zoológico, em junho. Leanne Lucas sobreviveu ao ataque e só teve conhecimento de que os seus registos estariam a ser consultados de forma indevida dois anos após o acidente.

Uma investigação da Sky News revelou que o NHS investigou quase 3 mil casos de violação de dados desde 2021, muitos dos quais envolviam doentes comuns. Cerca de 67% dos casos resultaram em advertências informais, verbais ou por escrito. 

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