Governo cabo-verdiano anuncia apoio financeiro a empresários após tempestade

No caso das empresas formais, os microempresários terão direito a 150 mil escudos (cerca de 1.361 euros).

23 de agosto de 2025 às 23:12
OMS garante plano de urgência após tempestade com nove mortos em Cabo Verde Foto: AP Photo/Queila Fernandes
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O Governo cabo-verdiano anunciou este sábado que os apoios financeiros urgentes aos empresários e empreendedores afetados pela tempestade que provocou nove mortos na ilha de São Vicente, serão concedidos a partir da próxima semana.

Segundo o ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, "as medidas incluem subvenções a fundo perdido, rendimento solidário de emergência, linhas de crédito bonificadas e apoios diferenciados conforme a dimensão das empresas".

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Será atribuído um rendimento social de emergência de 30 mil escudos por mês (cerca de 272 euros), até um máximo de três meses, destinado aos mais afetados.

Para os operadores informais, incluindo feirantes e pequenos agricultores, o Governo criou uma subvenção a fundo perdido de 50 mil escudos (cerca de 453 euros).

No caso das empresas formais, os microempresários terão direito a 150 mil escudos (cerca de 1.361 euros).

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As pequenas empresas poderão receber até 500 mil escudos (cerca de 4.535 euros) e, no caso das médias empresas, a compensação varia entre 500 mil e 1,2 milhões de escudos (4.535 a 10.882 euros), de acordo com os prejuízos comprovados.

As linhas de crédito terão juros bonificados até 5,5% e prazos de amortização até 60 meses.

As grandes empresas terão as situações analisadas individualmente, em função da dimensão dos danos e do impacto económico.

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"Nós estamos absolutamente convencidos de que já na próxima semana começam os desembolsos das subvenções financeiras", afirmou o ministro, após um encontro com empresários e empreendedores em São Vicente.

As listas dos beneficiários serão elaboradas pela Câmara Municipal, em articulação com instituições locais e com o Governo central.

A tempestade de 11 de agosto em São Vicente provocou nove mortos, dois desaparecidos, bairros inundados e estragos em estradas, casas, pontes e estabelecimentos comerciais, além de falhas no fornecimento de energia e arrastamento de veículos e outros bens para o mar.

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Na sequência, o Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau.

O plano de resposta prevê apoios de emergência a famílias e empresas, linhas de crédito bonificado e verbas a fundo perdido, financiadas pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 para responder a catástrofes naturais e choques externos.

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