Governo federal prorroga atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro

Contingente de 300 homens e mulheres da Força Nacional está em atuação no Rio de Janeiro desde 16 de outubro do ano passado.

19 de janeiro de 2024 às 15:48
Flavio Dino, ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil Foto: Horacio Villalobos/ Getty Images
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Num dos seus últimos atos no cargo, o ministro brasileiro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, autorizou a prorrogação da atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro até ao próximo mês de fevereiro. Dino vai deixar o cargo no final deste mês para assumir a vaga em aberto como juiz do Supremo Tribunal Federal, STF, para a qual foi indicado por Lula da Silva e confirmado pelo Senado.

O contingente de 300 homens e mulheres da Força Nacional está em atuação no Rio de Janeiro desde 16 de outubro do ano passado, reforçando as polícias locais na segurança pública, e o período inicialmente autorizado pelo governo central terminava esta semana. Segundo o próprio Flávio Dino informou esta sexta-feira, o mandato dessa tropa, formada por agentes de elite das polícias de diversos estados do Brasil, foi prorrogado por mais 30 dias, vigorando até meados do próximo mês.

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Está prevista para o próximo dia 1 de fevereiro a tomada de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz do Supremo Tribunal Federal, STF, Ricardo Lewandowski, a quem Dino vai substituir, e caberá ao novo titular da pasta decidir se mantém ou não a Força Nacional no Rio. O reforço da tropa federal foi pedido pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, devido ao aumento da violência naquela cidade.

O governo central concordou com o envio de agentes da Força Nacional, mas proibiu que eles actuassem no combate directo à criminalidade nas ruas da segunda maior cidade do Brasil, já que essa função é atribuição exclusiva da polícia regional. O efetivo da Força Nacional foi então encarregado de reforçar a vigilância nas estradas federais que cortam o Rio de Janeiro, tentando inibir a chegada àquela cidade de armas e drogas, o que continuará a fazer até que o novo ministro decida sobre o assunto.

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