Governo francês quer subir imposto sobre multinacionais para 21%

Sete países mais ricos do Mundo concordam com tributação global das multinacionais.

07 de junho de 2021 às 08:25
Acordo do G7 aperta cerco ao planeamento fiscal dos gigantes da internet Foto: STEPHEN LAM/reuters
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A França, um dos países do G7 que subscreveram o acordo para avançar com um imposto mínimo sobre os lucros das empresas, evitando desta maneira as manobras de planeamento fiscal das multinacionais, que através do uso de offshore e mecanismos sofisticados conseguem escapar à tributação, quer que a taxa mínima suba dos 15 por cento para 21%.

O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, defendeu este domingo que o imposto mínimo a aplicar às empresas, acordado pelo G7 no sábado, deve ser “o mais alto possível”.

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Em entrevista à Europe 1, Le Maire afirmou que os 15% acordados são uma conquista que implicou “dias e noites” de negociação, garantindo que agora vai tentar aumentar este imposto.

Mas o ministro francês admitiu que “será muito difícil” ir além do acordado no sábado.

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O governo francês é a favor da aplicação de uma taxa de 21% sobre o rendimento das empresas, em linha com o que defendeu o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Mas também Biden já aceita um valor inferior de modo a favorecer a aprovação da medida pelo Congresso norte-americano. A proposta prevê a aplicação de um IRC de 15%, assegurando que “as empresas certas paguem os impostos certos, nos locais certos”. Esta medida vai fazer com que Portugal arrecade cerca de 100 milhões de euros por ano com imposto sobre os lucros dos gigantes da internet, que agora não pagam nada no nosso país.

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