Governo moçambicano indefere acreditação de instituto para a democracia e assistência eleitoral

Moçambique é governado desde a independência, em 1975, pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

23 de maio de 2019 às 10:29
Bandeira de Moçambique Foto: Getty Images
Bandeira Moçambique Foto: Direitos Reservados

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O Governo moçambicano indeferiu o pedido de acreditação do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA, sigla inglesa) para realizar atividades no país, anunciou esta quinta-feira o Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental (ONG) moçambicana.

"A medida sem precedentes pode sinalizar que o Governo não irá permitir a observação das eleições gerais deste ano pela sociedade civil independente", escreve a ONG no seu boletim de observação que desde abril acompanha o recenseamento.

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O IDEA "já estava a instalar-se, preparando-se para contratar colaboradores, arrendar escritórios e apoiar o trabalho de observação das eleições da União Europeia (UE) e da sociedade civil", mas a recusa de registo pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) implica que "o trabalho deve parar", acrescenta.

A Lusa solicitou esclarecimentos junto do MINEC, mas ainda não obteve resposta.

"Continuamos a fazer o nosso trabalho tanto através do IDEA como da missão de observação eleitoral da União Europeia", disse Simão Maia, assessor de comunicação da UE em Moçambique, ao boletim do CIP.

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Fonte diplomática ligada ao processo disse à Lusa que há trabalho a decorrer e que espera que as atividades do IDEA venham a ser credenciadas.

Moçambique é governado desde a independência, em 1975, pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

As eleições gerais estão marcadas para 15 de outubro e, pela primeira vez, vão eleger também governadores provinciais.

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O recenseamento eleitoral decorre desde 15 de abril até 30 de maio e tem estado a ser seguido por organizações da sociedade civil.

No entanto, o CIP refere que os observadores têm tido dificuldades em ser credenciados e em obter informações, e algumas organizações queixam-se de detenção dos seus observadores e de rejeição da emissão de credenciais.

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