Governo grego insiste num financiamento temporário
Executivo solicita aos bancos centrais da zona euro 1,9 mil milhões de euros
O governo grego reiterou esta sexta-feira a necessidade de um financiamento temporário de ajuda ao país, mantendo a sua posição a uma semana de reuniões de alto risco.
A posição do governo, e a aproximação da data para o pagamento de juros dos empréstimos internacionais, motivou que agência de notação financeira Standard&Poor's baixasse hoje a nota da Grécia de "B" para "B-", ameaçando ir ainda mais longe.
O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras -- líder do partido da esquerda radical Syriza que venceu por margem confortável as legislativas de 25 de janeiro --, solicita aos bancos centrais da zona euro 1,9 mil milhões de euros, a título dos lucros que obtiveram pela sua posse de títulos gregos, e o alargamento da capacidade de endividamento fixado pelos seus credores em 15 mil milhões de euros para 2015, disse hoje fonte governamental em Atenas citada pela agência noticiosa AFP.
O financiamento temporário deve permitir "negociar sem pressão e sem recorrer à chantagem", precisou a mesma fonte.
A Grécia vai surgir muito pressionada na quarta-feira perante a reunião do Eurogrupo que reúne os 19 ministros das Finanças da zona euro, antes da cimeira de chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) em Bruxelas.
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