Grupo extremista planeava atentados à bomba em Brasília durante campanha eleitoral

Campanha começa oficialmente no próximo dia 16 e as eleições estão marcadas para 4 de outubro.

Brasil, bandeira Foto: Getty Images
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A Polícia Civil (Judiciária) de Brasília desencadeou, esta terça-feira, com a ajuda das polícias de outros estados brasileiros uma grande operação contra um grupo extremista que planeava atentados à bomba na capital do país durante a campanha para as eleições legislativas e presidenciais de outubro. A campanha começa oficialmente no próximo dia 16 e as eleições estão marcadas para 4 de outubro.

Ao todo, a operação, comandada pela polícia de Brasília, cumpriu mandados de busca e apreensão contra oito suspeitos nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Em Pernambuco, no nordeste do Brasil, o alvo foi um seminarista, localizado no alojamento do Seminário onde vive, mas que não foi preso por ainda não existirem contra ele provas concretas da prática de crimes fora do âmbito virtual.

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De acordo com a polícia de Brasília, o grupo estava a tentar estruturar-se a nível nacional, recrutando outros extremistas, dando-lhes formação de táticas de guerrilha e de fabricação de engenhos explosivos, entre outros. Nas redes sociais dos suspeitos, foram encontrados mapas detalhados da região central de Brasília, onde fica o centro de poder brasileiro, nomeadamente o palácio presidencial, o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e todos os ministérios.

Entre esse material havia plantas tridimensionais de vários edifícios de órgãos governamentais, com pormenorização do seu interior, rotas de acesso e de fuga. O grupo planeava, além de atentados à bomba, invasões a prédios públicos com o auxílio de radicais recrutados em estados distantes, que iriam à capital federal só para isso e depois tentariam fugir para os seus locais de origem e voltar ao anonimato.

Ainda não estão claras eventuais ligações dos suspeitos a organizações terroristas internacionais, mas essa hipótese é considerada bastante provável. Além de debaterem os planos para atentados, os oito suspeitos, cada um deles liderando um grupo diferente na sua região, disseminavam nas suas redes sociais ataques de ódio, nomeadamente contra mulheres. 

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