Guarda prisional que teve relacionamento sexual com recluso condenada a pena de prisão no Reino Unido

Detido foi condenado com igual pena. Ambos declararam-se culpados de má conduta em cargo público e contrabando dentro da prisão.

26 de janeiro de 2026 às 18:14
Alicia Novas, guarda prisional, tinha 18 anos na altura dos factos. Foto: Polícia de Northamptonshire
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Uma guarda prisional que manteve relações sexuais, contrabandeou e passou informações confidenciais a um recluso foi esta segunda-feira condenada a três anos e quatro meses de prisão por um tribunal do Reino Unido. O homem, que cumpre uma pena de 11 anos, foi condenado com igual sentença.

Ambos declararam-se culpados de má conduta em cargo público e contrabando dentro da prisão, de acordo com a Sky News.

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O tribunal informou que os crimes ocorreram entre 1 de agosto de 2024 e 21 de março de 2025 na prisão HMP Five Wells, em Wellingborough, Northamptonshire, no Reino Unido.

A juíza Rebecca Crane revelou que o detido partilhou na rede social 'Snapchat' dois vídeos íntimos onde a agente aparecia vestida com a farda de polícia. Além disso, Alicia Novas, que na altura tinha 18 anos, permitiu a entrada na cadeia de 'cannabis' e dois telemóveis para o preso com quem mantinha uma relação, e passou-lhe informações confidenciais.

A juíza disse ainda que existiram cerca de três mil contactos telefónicos entre ambos, muitos feitos já depois de formalizada a acusação.

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Numa audiência anterior, ambos os réus declararam-se culpados de vários crimes, incluindo a má conduta de Alicia Novas em cargo público, com o recluso a admitir ter "incentivado" Novas nesse delito.

A juíza afirmou ainda que o conteúdo das mensagems mostrou que o detido estava a demonstrar interesse na guarda prisional, e que a partir de novembro de 2024 o relacionamento tornou-se sexual.

“Espero que as sentenças proferidas hoje enviem uma mensagem clara àqueles em posições de autoridade, de que a conduta corrupta e ilegal e o comportamento inadequado que mina a confiança pública serão tratados com rigor, utilizando toda a força da lei”, disse a juíza.

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