‘Guardas da Revolução’ em vários países do Mundo
O Irão está a reforçar as suas forças paramilitares na Venezuela e continua a fornecer armas e explosivos aos taliban, no Afeganistão, bem como a rebeldes no Iraque, alerta o primeiro relatório do Pentágono sobre o poder militar daquele país dirigido ao Congresso.
O documento apresenta dados novos sobre a Força Qods (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), destacada em vários países do mundo para defender interesses iranianos, e adverte que tropas americanas poderão enfrentá-la no futuro.
que é a primeira advertência feita num documento oficial sobre o Irão, o relatório aborda as actividades paramilitares daquele país no Hemisfério Ocidental e assegura que a força Qods tem capacidade operacional em todo o mundo, estando particularmente bem estabelecida no Médio Oriente e Norte de África e a reforçar a sua presença na América Latina e, sobretudo, na Venezuela. Ele salienta ainda as ligações entre o Teerão e o presidente Hugo Chávez, acusado já de apoiar as FARC e também a ETA.
O relatório adianta que a força Qods apoia extremistas no Iraque, Afeganistão, Israel e Norte de África, estando a desenvolver uma rede terrorista na América Latina, que poderia ser chamada a atacar os EUA no caso de um conflito ditado pelo seu polémico programa nuclear. O apoio inclui fornecimento de armas, fundos e treino paramilitar e não está restringida pela ideologia islâmica. Com efeito, alguns dos grupos aos quais dá apoio não partilham – e por vezes até se opõem abertamente – aos princípios revolucionários iranianos. O que os une é terem o mesmo inimigo. Os seus comandos estão destacados em embaixadas instituições de caridade, religiosas e culturais. No Afeganistão, estão ligados a organizações não-governamentais.
O documento alerta por fim que o Irão está a desenvolver armas assimétricas, incluindo aviões não-tripulados e mísseis que podem atingir alvos no Estreito de Ormuz.
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