Guardas prisionais feitos reféns durante motim em prisão no Brasil

Reclusos de duas celas saíram depois de terem cerrado as grades. Amotinados foram para o alto das torres e levaram os reféns.

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Pelo menos sete guardas prisionais foram feitos reféns ao amanhecer deste sábado quando presos da Unidade Prisional de Puraquequara, na zona leste da cidade brasileira de Manaus, capital do estado do Amazonas, iniciaram um motim. Até meio da tarde deste sábado não havia informação de mortos ou feridos graves, de acordo com dados parciais avançados pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Amazonas, SEAP-AM.

O motim começou pouco depois das 6 horas da manhã locais, 11 horas em Lisboa, quando reclusos de duas celas saíram depois de terem cerrado as grades. Os guardas prisionais foram apanhados de surpresa por estarem no momento empenhados em distribuir o pequeno-almoço aos presos.

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Até meio da tarde, a SEAP não sabia ao certo quantos presos estavam amotinados, pois ainda não havia confirmação se os primeiros reclusos a fugir

Das suas celas abriram ou não outras. Ainda de acordo com o órgão, a Unidade Prisional de Puraquequara tem atualmente 1079 presos.

Assim que saíram das celas, os amotinados foram para o alto das torres onde ficam as caixas de água que abastecem a prisão, levando os reféns. Vídeos que circularam ao longo do dia em redes sociais mostram alguns dos reféns aparentemente sem ferimentos graves e apelando às autoridades para que atendam as reivindicações dos amotinados.

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Aparentemente, não chegou a haver uma tentativa de fuga em massa. Os amotinados exigem a melhoria das condições gerais na prisão, menor rigor no trato disciplinar, a volta das visitas, suspensas por causa da pandemia de Coronavírus, e medidas de saúde tendo em conta a pandemia.

Um numeroso efetivo do GIR, Grupo de Intervenção Rápida, do sistema prisional, e de forças de elite da Polícia Militar cercaram a prisão, enquanto uma multidão desesperada de familiares dos presos aguardava à distância a meio da tarde deste sábado o desfecho do motim. Em Maio do ano passado, seis presos foram torturados e assassinados por outros na Unidade Prisional de Puraquequara durante um motim coletivo em todas as prisões de Manaus, que terminou com um saldo de 55 reclusos mortos.

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