GUERRA PODERÁ TARDAR

O discurso do presidente norte-americano sobre o Iraque não trouxe surpresas, embora seja de ressaltar alguma moderação visto que desta feita não considera ‘inevitável’ uma acção militar.

08 de outubro de 2002 às 23:07
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George W. Bush falou, mais uma vez, sobre o ‘arsenal de terror’ que possui o regime de Saddam Hussein e salientou a necessidade deste desarmar rapidamente sob pena de enfrentar um ataque.

Discursando perante uma audiência em que estavam presentes líderes de movimentos cívicos em Cincinnati, o presidente norte-americano voltou a lembrar as repetidas violações perpetradas pelo Iraque desde que foram adoptadas as resoluções contra o país, em 1991, e associou o regime de Saddam Hussein a várias organizações terroristas, incluindo a al-Qaeda. Descreveu ainda os esforços envidados pelo líder iraquiano para desenvolver armas de destruição maciça e um programa de armamento nuclear. E ameaçou, mais uma vez Iraque com um ataque se não desarmar.

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E, numa mensagem aos críticos, que o acusam de não ter apresentando provas contudentes sobre o desenvolvimento de armas de destruição maciça por parte do Iraque, Bush avisou que não se pode esperar pela prova final -- uma pistola fumegante, que poderá surgir sob a forma de uma nuvem em cogumelo.

Este discurso surge numa altura em que o Congresso americano está a debater uma resolução sobre o recurso à força contra o Iraque. Bush fez questão de salientar que ela não implica que uma acção militar ‘‘esteja iminente ou seja inevitável’’. Mas enumerou o rol de exigências que Bagdad tem de cumprir .

França diz que Iraque é uma ameaça

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Num discurso ‘duro’, nunca assumido pelo presidente Jacques Chirac, que tem a seu cargo a diplomacia francesa, o primeiro-ministro da França, Jean-Pièrre Raffarin, considerou que o Iraque constitui uma ameaça potencial e que o Conselho de Segurança não deve pôr de parte qualquer opção para que aquele país destrua as armas de destruição maciça.

Tal como Chirac, Raffarin, falando perante o Parlamento francês, admitiu a possibilidade de participar numa acção militar, desde que ela tenha o aval da ONU. E referiu-se à proposta avançada por Chirac de duas resoluções separadas, uma sobre o mandato dos inspectores e outra sobre o recurso à força caso haja incumprimento.

Esta proposta tem o apoio da China e da Rússia, tendo Moscovo anunciado que aceita uma nova resolução desde que se exclua o ‘recurso automático à força’.

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