Guiné-Bissau aguarda saber quantos cidadãos querem sair do Irão para os repatriar
Diretor-Geral das Comunidades Guineenses no estrangeiro adiantou que aguarda receber ainda esta terça-feira lista dos cidadãos.
O Governo da Guiné-Bissau aguarda pelo número exato de cidadãos guineenses que queiram sair do Irão para o seu repatriamento, que poderá ser com ajuda de países da União Europeia, disse esta terça-feira à Lusa fonte oficial.
Luís Mendes, Diretor-Geral das Comunidades Guineenses no estrangeiro, estrutura do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), afirmou que logo que tenha na sua posse a lista de cidadãos do país que pretendem sair do Irão, "o processo do seu repatriamento será acionado".
Mendes adiantou que aguarda receber ainda esta terça-feira a lista que lhe será fornecida por um responsável da comunidade de 50 guineenses atualmente residentes ou a estudar no Irão.
Assim que tiver a lista fará chegar o documento à Secretaria de Estado das Comunidades.
"Mas não são todos que vão querer vir. O Governo está pronto para repatriar quem quer sair", observou o Diretor-Geral das Comunidades Guineenses no estrangeiro.
Questionado sobre se a mesma diligência será tomada em relação aos cidadãos guineenses que possam estar em Israel, Luis Mendes disse que oficialmente o Governo não recebeu nenhum pedido nesse sentido.
O responsável não acredita que possam existir cidadãos guineenses em Israel.
"Não temos informações sobre a presença de cidadãos da Guiné-Bissau em Israel", declarou Luís Mendes.
Em entrevista telefónica à agência Lusa a partir da cidade iraniana de Qom, Idrissa Ganó, guineense formado no Irão em Relações Internacionais, afirmou, na segunda-feira, que "alguns guineenses querem sair do Irão" porque "temem que a guerra se intensifique".
O também professor universitário da língua portuguesa, árabe e ciências discursivas, descreveu dificuldades para as pessoas se deslocarem, com estradas fechadas, depois de domingo os Estados Unidos terem entrado no conflito, iniciado a 13 de junho com ataques de Israel ao Irão, bombardeando instalações nucleares naquele país do Médio Oriente.
Ganó ressalvou não ser representante oficial da Guiné-Bissau na República Islâmica do Irão, mas disse que tenta ajudar os guineenses valendo-se do conhecimento que tem no país e da língua persa.
De acordo com Idrissa Ganó, representante da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau no Irão, o número de cidadãos do país africano no Estado persa "não ultrapassa 50 pessoas, contando com crianças recém-nascidas" e que a sua maioria são estudantes.
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