Guiné-Bissau deve reforçar comércio e indústria, diz ministro do Comércio e Indústria
Tcherno Djaló explicou que começou a trabalhar parcerias com vários ministérios, nomeadamente da Agricultura, Transportes e Negócios Estrangeiros.
O ministro do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau, Tcherno Djaló, defendeu o reforço de um comércio mais formal e da indústria como complemento à comercialização da castanha de caju e que o seu ministério deve acompanhar essa política.
"Estamos a lidar com um setor nevrálgico e vital para a economia do país, estamos a falar do Comércio e da Indústria, portanto, é um ministério que não pode resumir-se à campanha de caju, que é sazonal, é um produto estratégico para a economia do país e tem de ser visto com uma visão mais integrada", afirmou Tcherno Djaló, em entrevista à Lusa.
O ministro explicou que começou a trabalhar parcerias com vários ministérios, nomeadamente da Agricultura, Transportes e Negócios Estrangeiros.
Com o Ministério da Agricultura, explicou o ministro, está a tratar-se a "componente da produção", salientando que os pomares de caju estão velhos e as culturas foram feitas de forma artesanal.
A parceria "aposta muito na componente da transformação, processamento para criar um valor acrescentando, mão-de-obra, que não assente só na economia de preguiça, colheita e venda, e trabalhar a componente comercial e de exportação", salientou.
Depois, disse o governante, é preciso "trabalhar no sentido de tornar o comércio mais formal". "Temos um comércio muito informal, e é preciso prestar muita atenção à componente industrial, com unidades de transformação local do nosso produto".
Para isso, sublinhou, é preciso trabalhar com o Ministério dos Transportes.
Para o ministro, é "absurdo" que a Guiné-Bissau, sendo um país costeiro, traga o "essencial do aprovisionamento do comércio" por via terrestre através do Senegal, o que "encarece muito os produtos e limita a diversidade de escolha".
"Temos de trabalhar para que o porto desempenhe a sua função principal de escoamento e importação e exportação de produtos", afirmou.
Outro parceiro importante é o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no sentido de haver uma diplomacia mais económica e menos protocolar, defendeu.
"Temos uma visão que poderá permitir dinamizar o ministério, que deixará de ser um simples armazém de venda de castanha de caju", afirmou Tcherno Djaló.
MSE // VM
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