Guiné-Bissau repudia ingerência de deputados portugueses nos problemas do país
Reação surge um dia depois de a Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas ter ratificado um texto conjunto a condenar uma incursão policial na Casa dos Direitos.
O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau expressou esta quinta-feira repúdio e desprezo pelo que considera a ingerência nos problemas do país de "um grupo restrito de deputados da Assembleia da República portuguesa".
A reação surge um dia depois de a Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas ter ratificado um texto conjunto, que agregou projetos de voto da Iniciativa Liberal (IL) e do Partido Socialista (PS), a condenar uma incursão policial na Casa dos Direitos, na Guiné-Bissau, e a expulsão daquele espaço do embaixador da União Europeia, a 07 de fevereiro.
Num comunicado enviado esta quinta-feira à Lusa, o órgão que substituiu o parlamento guineense, depois da tomada do poder pelos militares, em 26 de novembro de 2025, afirma que a soberania da Guiné-Bissau não está à venda e que o destino do país não se decide em Lisboa.
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