Há mais regressos a casa, mas o fogo ainda dita regras em Espanha
Área ardida em Espanha este ano ascende a 153 mil hectares.
A situação dos incêndios em Espanha tem evoluído de forma positiva. Habitantes de oito municípios na Comunidade de Madrid - Cadalso de los Vidrios, Cenicientos, Navalagamella, Navas del Rey, Rozas de Puerto Real, Aldea del Fresno, Chapinería e Colmenar del Arroyo - e cinco na província de Ávila - Fresnedilla, Burgohondo, Higuera de las Dueñas, Pedro Bernardo e a parte sul de Navaluenga- já puderam regressar ao conforto de casa. Por outro lado, mais a sul, em Vall d'Uixó, na região de Castellón, as chamas continuam ativas desde o passado sábado. O fogo já destruiu 10 mil hectares. Três vilas ficaram sem residentes, mas entretanto regressaram a casa. O que mais preocupa nesta área é o avançar do fogo em diração a Alcudia de Veo e Tales, onde ameçam o Parque Natural da Serra de Espadán.
Mil moradores de Castellón e seis mil de 11 municípios de Toledo também já regressaram a casa. O ministro do Interior de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, citado pelo El País, garantiu esta terça-feira que “não houve avanço do fogo” nos incêndios de Ávila e Madrid.
Continuam as evacuações de habitações na província de León, afetando particularmente o município de Valdesamario. Na localidade de La Utrera, foram já evacuadas 60 pessoas, às quais se somam mais 6 moradores retirados do bairro de La Velilla. Paralelamente, outros dois núcleos populacionais do mesmo município encontram-se atualmente em quarentena: La Garandilla, com 35 pessoas retidas, e El Castro, com 15. Segundo dados avançados pela agência EFE, a circulação rodoviária continua também condicionada, mantendo-se a estrada LE-451 cortada ao trânsito entre os quilómetros 37 e 40.
Em Almorox, Toledo, a situação está mais estabilizada, mas os operacionais continuam no terreno a extinguir o incêndio na Sierra Oeste que, além desta cidade, afeta as províncias de Ávila e Madrid.
Em Málaga, um incêndio florestal na zona de Casabermeja também já foi controlado com água colhida pelos meios aéreos nas piscinas municipais. O incêndio começou às 13h35 na zona de Los Portales, segundo informações divulgadas pelas autoridades. Na mesma província, em El Borge, as chamas também já foram dominadas.
Mais próximo ao norte de Portugal, em Taboada, Lugo, um incêndio deflagrou na tarde desta terça-feira. As chamas, ainda a lavrar, já consumiram cerca de 20 hectares. Também próximo à fronteira sul de Portugal com Espanha, em Huelva, um incêndio deflagrou esta terça-feira, mas foi entretanto controlado.
O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, agendou para esta quarta-feira uma visita ao Posto de Comando Avançado de Navalcarnero, local de onde é coordenado o combate aos fogos em Madrid. Sánchez fará acompanhar-se pelo ministro Fernando Grande-Marlaska e pelo delegado do governo espanho, Francisco Martín.
Continuam a ser evacuadas habitações em León. La Utrera (60 evacuados) e no bairro de La Velilla (6 evacuados), no município de Valdesamario. Outros dois bairros do mesmo município também estão em quarentena: La Garandilla (35 pessoas em quarentena) e El Castro (15 pessoas). Além disso, a rodovia LE-451 permanece fechada entre os quilmetros 37 e 40, segundo a agência EFE.
Esta segunda-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, garantiu não existir nenhum cidadão português ferido nos incêndios em Espanha. "Relativamente a Espanha, adiantamos que o Gabinete de Emergência Consular não recebeu qualquer contacto de emergência proveniente das áreas afetadas pelos incêndios nessa região".
Pedro Sánchez, recorde-se, afirmou que os incêndios refletem "uma emergência climática que está a tornar os incêndios florestais ainda mais violentos e as ondas de calor mais frequentes". O incêndio em Ávila, tornou-se o maior alguma vez registado no país, tendo já destruído cerca de 50 mil hectares. A área ardida em Espanha este ano ascende a 153 mil hectares.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt