Há uma sétima vítima portuguesa no desastre aéreo

Acidente mata sete portugueses em 33 ocupantes da aeronave. (Atualizada às 18h17)

01 de dezembro de 2013 às 10:04
Namíbia, pilotos, avião, contacto protocolar, voo, autoridades Foto: Captura de ecrã de vídeo do Youtube
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Foi elevado para sete o número de vítimas mortais com nacionalidade portuguesa no acidente aéreo de sexta-feira na Namíbia. Segundo confirmou o secretário de Estado das Comunidades ao DN, uma das vítimas angolana tem dupla nacionalidade.

VEJA AS PRIMEIRAS IMAGENS DO DESASTRE

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POLÍCIA RECUPERA 31 DOS 33 CORPOS (16h00)

A polícia da Namíbia anunciou este domingo que já recuperou os corpos de 31 das 33 pessoas que faleceram na queda do avião das Linhas Aéreas de Moçambique.

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"Só recuperamos 31 corpos no local. Não sabemos ainda dos outros corpos", afirmou o major da polícia da Namíbia, Bem Shikongo, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.

A polícia está a considerar a hipótese dos corpos das outras duas pessoas terem caído do avião ainda durante a queda, afirmou o responsável, adiantando que terão uma visão mais clara sobre o que se passou esta segunda-feira, altura em que farão testes de ADN aos restos mortais das vítimas.

As caixas negras do avião também já foram recuperadas pelas autoridades, assim como dois gravadores de voz, anunciou o capitão Ericksson Nengola, diretor do departamento de investigações aos acidentes de aviação no Ministério dos Transportes da Namíbia, em declarações à AFP.

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CORPOS DAS VÍTIMAS TRASLADADOS (13h14)

Os corpos das 33 vítimas do acidente com um avião moçambicano, na sexta-feira no norte da Namíbia, foram trasladados este sábado, por via aérea, para a capital, Windhoek, revela a estação de televisão namibiana NBC News.

Segundo o investigador criminal Willie Bampton, que tem conduzido as operações de investigação, os corpos e restos mortais dos 27 passageiros - incluindo seis portugueses - e dos seis tripulantes, foram transferidos num aparelho militar da Namíbia.

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Serão agora efetuados exames forenses e autópsias às vítimas, desconhecendo-se quando é que serão trasladados para os países de origem.

No caso das seis vítimas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, afirmou este domingo à agência Lusa que aguarda informações sobre a trasladação dos corpos, adiantando que será preciso "um reconhecimento pericial".

"Com que rigor é que o farão, não sei. Depende do grau de investigação. Aguardamos mais dados sobre a trasladação", disse o secretário de Estado.

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José Cesário afirmou ainda que Portugal disponibilizou equipas forenses, mas não foi feito qualquer pedido oficial de auxílio por parte da Namíbia.

O avião das Linhas Aéreas de Moçambique, que fazia o voo Maputo-Luanda, caiu na sexta-feira no norte da Namíbia, vitimando todos os ocupantes: seis tripulantes e 27 passageiros, entre os quais seis portugueses. O aparelho foi encontrado no sábado carbonizado no Parque Nacional de Bwabwata.

PRESIDENTE DE CABO VERDE "CONSTERNADO" COM ACIDENTE (11h58)

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O Presidente de Cabo Verde enviou, este domingo, uma mensagem de condolências ao seu homólogo moçambicano, afirmando-se "profundamente consternado" com o "trágico acidente", de sexta-feira, com um avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que matou 33 pessoas.

Na mensagem distribuída hoje à imprensa, Jorge Carlos Fonseca, cuja mulher, Lígia, é natural de Moçambique, expressa a Armando Guebuza "condolências e solidariedade" aos familiares das vítimas e ao povo moçambicano.

"Senhor Presidente, caro amigo e caro irmão, foi com profunda consternação que tomei conhecimento do trágico acidente aéreo e que resultou no desaparecimento físico de todos os ocupantes do avião", escreveu. 

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TODOS OS CORPOS RETIRADOS DO PARQUE NACIONAL DA NAMÍBIA (10h59)

As vítimas do acidente com o avião moçambicano na Namíbia foram retiradas do Parque Nacional de Bawbwata, mas as caixas negras do aparelho ainda não terão sido recuperadas, disse à Lusa um responsável das áreas protegidas namibianas, Colgar Sikopo.

Apesar de não ter estado no local onde os destroços do avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), despenhado na sexta-feira, foram encontrados, Colgar Sikopo afirmou este domingo à Lusa que "todos os corpos foram removidos e levados para Rundu, capital da região de Kavango, a 300 quilómetros do local do acidente".

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Diretor dos serviços regionais e de gestão de parques nacionais, Colgar Sikopo recebeu a indicação de que as caixas negras do aparelho ainda não tinham sido encontradas às primeiras horas de hoje, mas remeteu mais informações para a autoridade civil da Namíbia.

PILOTOS NÃO RESPONDERAM A CONTACTO PROTOCOLAR DE VOO (9h37)

O responsável pelas investigações de acidentes aéreos na Namíbia, Erickson Nengola, afirmou que as autoridades de controlo tinham tentado, sem sucesso, estabelecer um contacto protocolar com o avião moçambicano que se despenhou na sexta-feira.

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Em declarações divulgadas, este domingo, pela estação de televisão namibiana ‘NBC', Erickson Nengola afirmou que, no momento em que ocorreu o acidente com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na Namíbia, as condições meteorológicas eram boas, mas as autoridades locais não conseguiram estabelecer contacto com a tripulação.

"Mais tarde recebemos informações da polícia a dizer-nos que tinha havido um acidente", afirmou o responsável indicando que o desastre, que vitimou 33 pessoas, incluindo seis portugueses.

Um avião das LAM, que fazia a ligação entre Maputo e Luanda, caiu no parque nacional de Bwabwata, no norte da Namíbia, vitimando os 27 passageiros e seis tripulantes que seguiam a bordo. Veja o artigo 'Avião mata seis empresários portugueses'

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Segundo Erickson Nengola, na altura do acidente, o "tempo estava bom, mas durante a tarde começou a chover e escureceu".

Num relato preliminar sobre o acidente, a página na Internet do ‘The Aviation Herald' adianta que, antes de desaparecer do radar, a aeronave iniciou, "de repente", uma descida a uma velocidade de cerca de cinco mil pés (1.500 metros) por minuto.

De acordo com a página eletrónica que monitoriza incidentes com aeronaves, o comandante do avião "era um piloto experiente", que tinha mais de quatro mil horas de voo, e o copiloto cerca de mil - contagens feitas ao serviço das LAM.

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IDENTIFICADAS CINCO DAS NOVE VÍTIMAS ANGOLANAS

Cinco das nove vítimas mortais angolanas do acidente com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que se despenhou na sexta-feira na Namíbia, já foram identificadas, noticia este domingo o diário ‘Jornal de Angola'.

Para além do inspetor-geral das Finanças, Manuel João Landa, e das inspetoras Domingas Freire dos Santos e Almejada Laura Vatuva, quadros do Ministério das Finanças que regressavam de Maputo onde participaram na conferência anual das Inspeções Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ‘Jornal de Angola' referencia na edição de hoje que também o músico Action Nigga e o Dj Maskarado figuram na lista das vítimas.

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O diário angolano acrescenta que na lista está também a moçambicana Dulce Maria Chimene, que trabalhava e residia em Angola.

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS "CONSTERNADO" E "TRISTE"

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ficou "consternado" e "bastante triste" com a notícia do acidente aéreo de sexta-feira com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e que vitimou nove cidadãos angolanos, noticiou a agência Angop.

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"O Chefe de Estado Angolano, em seu nome pessoal e do executivo, apresenta às famílias enlutadas as suas mais sentidas condolências", afirma a Casa Civil do Presidente da República, citada pela Angop.

AUTORIDADES DA NAMÍBIA REMOVEM CORPOS

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse, este domingo, à agência Lusa que as autoridades da Namíbia estão a remover os corpos das vítimas do acidente.

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"A informação que temos neste momento é que as autoridades da Namíbia estão a trabalhar nessa tarefa e que os corpos serão transferidos para a capital, Windhoek", disse José Cesário, que está em visita oficial a Macau.

O governante acrescentou também que as autoridades portuguesas estão em contacto com as famílias das vítimas nacionais e a prestar, aos que se deslocaram a África, a assistência possível e solicitada sob a coordenação da Direção Geral dos Assuntos Consulares.

"A equipa ao serviço do apoio às famílias é a que for necessária e nos vários postos consulares da região envolvida", assinalou José Cesário.

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O Secretário de Estado acrescentou ainda não ter uma data precisa para a transladação dos corpos para Portugal, mas acredita que essa ação seja possível ao longo da semana.

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