Homem mais flexível do mundo condenado por pedofilia

Recordista do Guinness abusou de pelo menos seis meninas menores. Atos sexuais eram gravados.

04 de abril de 2018 às 11:00
Homem mais flexível do mundo condenado por pedofilia Foto: Direitos Reservados
Homem mais flexível do mundo condenado por pedofilia Foto: Direitos Reservados
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O famoso contorcionista Mukhtar Gusengadzhiev, conhecido por ser o ‘Homem mais flexível do Mundo’, segundo o Livro de Recordes do Guinness, foi condenados a 22 anos de prisão pelos crimes de abuso sexual de menores e pornografia infantil.

Entre as vítimas do russo Mukhtar Gusengadzhiev, de 53 anos, estão familiares. O homem foi também condenado a "tratamento médico forçado para a pedofilia".

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O artista, que fez ainda carreira como ator, foi inicialmente acusado pela filha da ex-namorada, Inna Volkova, de a ter abusado. O homem negou ter violado a menina de 9 anos mas, quando a polícia fez buscas no apartamento de Mukhtar, encontrou vários vídeos de pornografia infantil gravados pelo contorcionista.

Segundo as autoridades, os crimes ocorreram entre 2012 e 2015 e todas as crianças abusadas eram familiares ou filhas de amigos do recordista. "O réu travava amizades com mulheres solitárias com filhas, com o intuito de abusar das crianças mais tarde", afirmou a acusação.

O caso gerou grande polémica na Rússia até porque o artista conta com milhares de fãs em todo o mundo. Uma petição assinada por 1700 pessoas pedia a libertação de Mukhtar Gusengadzhiev, alegando que o contorcionista estava a ser incriminado pela ex-namorada. Uma das vozes que continua a defender o pedófilo é Tatiana Konstantinova, presidente da Federação de Ioga russa. "É um caso de vingança e nada mais, porque ele nunca foi fiel à ex-namorada e tinha outras mulheres. Eu não acredito que ele seja pedófilo", afirmou.

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O contorcionista negou todos os crimes e diz que está a ser vítima de uma cabala porque os familiares o estão a incriminar "para ficarem com os imóveis de luxo" que Mukhtar tem. O recordista do Guinness estava em prisão preventiva desde 2015. A pena de 22 anos a que foi condenado é mais longa do que em alguns casos de homicídio ocorridos na Rússia.

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