IATA pede coordenação perante risco de racionamento de combustível na aviação

Associação Internacional de Transporte Aéreo estava a prever uma eventual escassez de combustível caso a importação de petróleo do Golfo continuasse bloqueada.

17 de abril de 2026 às 16:03
Airbus Foto: Michel Euler/ AP
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A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA na sigla em inglês) apelou esta sexta-feira às diferentes autoridades reguladoras para que se coordenem e sejam transparentes caso seja necessário racionar combustível para aviões, especialmente na Europa.

"É importante que as autoridades tenham planos bem comunicados e coordenados em vigor caso o racionamento se torne necessário, incluindo a manutenção de flexibilidade na atribuição de faixas horárias nos aeroportos", indicou num comunicado o diretor-geral da IATA, Wille Walsh.

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O comunicado foi publicado antes do anúncio feito pelo Irão da reabertura do estreito de Ormuz durante o cessar-fogo, que entrou em vigor na noite de 7 para 8 de abril por um período de duas semanas.

Antes desse anúncio, a IATA afirmava que a Agência Internacional de Energia (AIE) tinha razão em prever uma eventual escassez de querosene (combustível derivado do petróleo) na Europa caso a importação de petróleo do Golfo continuasse bloqueada.

Wille Walsh estimou ainda que até ao final de maio seja possível assistir a alguns cancelamentos na Europa devido à falta de combustível para aviões.

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No entanto, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, explicou que "não há indícios de escassez sistémica de combustível que levasse a uma onda de cancelamentos de voos", algo que o executivo europeu está a acompanhar de perto.

"Os combustíveis para aviões fazem parte de um mercado global continuamente abastecido, e são sustentados por uma produção, importações e reservas constantes", sublinhou a responsável, recordando que os membros da União Europeia (UE) dispõem de reservas estratégicas de petróleo às quais podem recorrer.

No 'briefing' do Conselho de Ministros de quinta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que o Governo está a acompanhar a questão das reservas dos combustíveis para a aviação e a analisar as medidas que poderá tomar, escusando-se a especular sobre o tema.

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