Incêndio junto a Bordéus revela dezenas de projéteis da II Guerra Mundial
Entre as munições encontradas figuram sobretudo projéteis de morteiro e alguns projéteis anticarro de alto explosivo.
O incêndio florestal de grandes dimensões que atingiu a região de Bordéus, no sudoeste de França, revelou dezenas de projéteis da Segunda Guerra Mundial, obrigando à realização de operações de desminagem.
Equipas especializadas recuperaram desde sexta-feira 75 projéteis à superfície numa zona devastada pelo fogo na localidade de Le Porge, onde ainda poderão existir mais munições por localizar.
"Há ainda mais", assegurou o centro de desminagem de Bordéus, que indicou que um campo vizinho também poderá estar armadilhado.
Na manhã desta segunda-feira, quatro projéteis de cerca de 30 centímetros de comprimento permaneciam visíveis num terreno carbonizado em Le Porge, a localidade mais afetada pelo incêndio no departamento de Gironde, onde mais de 180 habitações foram destruídas.
As autoridades isolaram dois bairros sociais durante as operações de desminagem, impedindo o regresso dos moradores.
Segundo o comandante dos bombeiros, Thomas Mimiague, algumas das explosões ouvidas durante o incêndio, inicialmente atribuídas a botijas de gás, poderão ter resultado da detonação destas munições.
As autoridades acreditam que os projéteis, de origem francesa e alemã, foram abandonados no local após a Segunda Guerra Mundial e não pertenciam a um depósito militar oficialmente identificado.
Entre as munições encontradas figuram sobretudo projéteis de morteiro e alguns projéteis anticarro de alto explosivo.
Os engenhos serão armazenados temporariamente antes de serem destruídos numa instalação militar.
Entretanto, o Ministério francês do Interior informou que 375 pessoas, entre as quais 142 menores, foram detidas desde o início da vaga de incêndios florestais no país, quando 36 dos detidos encontram-se em prisão preventiva ou a cumprir pena de prisão.
O incêndio de Gironde, considerado o mais grave em França desde 1949, consumiu mais de 40 mil hectares ao longo de cerca de dez dias.
As autoridades anunciaram entretanto que o fogo está controlado, sem ter atingido as principais zonas vitivinícolas das regiões de Médoc e Graves.
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