Incêndios em Madrid e Ávila afetam mais de 88 mil pessoas

Fogos já queimaram cerca de 12 mil hectares em Madrid e quase 15 mil em Ávila.

Atualizado a 25 de julho de 2026 às 19:43
Bombeiros combatem incêndios florestais em Madrid e Ávila, Espanha Foto: AP
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Os incêndios florestais que estão a devastar a região de Madrid e Ávila, em Espanha, já obrigaram à retirada ou confinamento de mais de 88 mil pessoas desde quinta-feira. O fogo atingiu o "ponto mais intenso" e "está fora de capacidade de extinção", já que vários focos de incêndio se uniram numa frente única na sexta-feira, explicaram as autoridades.

De acordo com o El Mundo, na Comunidade de Madrid cerca de 29 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas e cerca de 21 mil estão confinadas. Já em Ávila, cerca de 30 mil pessoas foram retiradas de casa e 8 mil estão confinadas. Os fogos já queimaram cerca de 12 mil hectares em Madrid e quase 15 mil em Ávila.

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As autoridades admitem que estes número podem sofrer alterações devido à evolução dos incêndios e condições meteorológicas

A presidente da Comunidade de Madrid , Isabel Díaz Ayuso, classificou o incêndio como "mais grave da história de Madrid".

"A nossa prioridade, o nosso foco, o nosso objetivo é salvaguardar a vida dos cidadãos, proteger os centros populacionais e, em última instância, combater os incêndios", disse, este sábado, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, após uma visita à zona afetada pelos incêndios. Sánchez sublinhou que a situação "continua complexa" devido à incerteza da direção e intensidade do vento e à possibilidade de tempestades secas.

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Estado de emergência alargado a Toledo

O Governo espanhol alargou este sábado à província de Toledo o estado de emergência nacional por causa dos incêndios que está em vigor desde quinta-feira à noite em Madrid e Ávila.

Tratam-se de territórios vizinhos, mas situados em três regiões autónomas diferentes (Castela La Mancha, Madrid e Castela e Leão) e com a declaração de emergência, a coordenação do combate aos incêndios fica sob a tutela do Estado central e é comum para os incêndios nestas províncias.

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Segundo o Ministério da Administração Interna, que anunciou num comunicado a decisão de alargar o estado de emergência a Toledo, é a forma de assegurar máxima eficácia na coordenação e mobilização dos recursos de combate aos fogos disponíveis.

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