Incêndios na Amazónia são os piores em 17 anos e nuvens de fumo tóxico atingem regiões a milhares quilómetros

Área da Amazónia registou 59 mil focos de incêndios desde janeiro.

Incêndios lavram na Amazónia Foto: Amanda Perobelli/Reuters
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Os incêndios na Amazónia em 2024, que ainda está longe de terminar, já são os piores em 17 anos e o fumo altamente tóxico provocado pela devastação da floresta pelas labaredas atinge cidades a milhares de quilómetros.

Na região amazónica, cidades como Manaus, capital do estado do Amazonas, e Porto Velho, capital de Rondónia, entre centenas de outras, estão cobertas por densas nuvens de fumo sufocantes, que obriga moradores a ficarem trancados em casa e impacta aterragens e descolagens nos principais aeroportos.

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Desde janeiro e até ao início desta semana, a Amazónia já tinha registado 59 mil focos de incêndio, o maior número desde 2008. Desses, 22 mil focos de incêndio foram registados somente em agosto, que ainda tem dez dias para terminar.

Para se ter uma ideia do aumento da tragédia, em agosto do ano passado, a região registou 12 mil focos de incêndio, um número bastante elevado mas bem abaixo do verificado este ano. No ano passado como agora, mais de 90% desses incêndios que destroem o património natural do Brasil, matam milhares de animais e pôem em risco vidas humanas foram provocados pelo homem, quer em incêndios criminosos quer em queimadas para limpar o solo mas que fugiram do controlo.

Com o Brasil a registar uma das piores secas da sua história e vários rios da região amazónica

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A gravidade da situação está a alarmar ambientalistas e autoridades mais sensatas, pois o periodo da seca e das maiores queimadas costuma acontecer a partir de outubro, mas este ano foi inesperadamente antecipado. E ninguém consegue afirmar se a antecipação da tragédia significa que terminará este ano também mais cedo do que em anos anteriores ou se representará um periodo mais longo e mais devastador da devastação da Amazónia. 

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