Indonésia recupera restos mortais de piloto dos EUA morto num ataque de rebeldes
Forças Armadas conseguiram recuperar os restos mortais de Nicholas F. Gosselin, cujo avião foi posteriormente incendiado.
O exército da Indonésia recuperou esta sexta-feira o corpo de um piloto norte-americano morto na quinta-feira num ataque reivindicado por rebeldes separatistas do Exército de Libertação Nacional da Papua.
As autoridades indonésias confirmaram que as Forças Armadas conseguiram recuperar os restos mortais de Nicholas F. Gosselin, cujo avião foi posteriormente incendiado.
O ataque ocorreu quando o avião aterrou em Yakuhino, na região da Papua indonésia, na ilha da Nova Guiné.
A aeronave era operada pela PT AMA, com sede em Jayapura, e os seus aviões são geralmente utilizados para o transporte de alimentos e combustíveis para zonas remotas da Papua, de acordo com informações da agência noticiosa Antara.
Os rebeldes separatistas afirmaram que a sua morte é uma mensagem para os Estados Unidos e para o Governo da Indonésia, ao mesmo tempo que insistem na necessidade de alcançar a independência da região, rica em recursos, e se abastecem de mais armamento.
O porta-voz dos rebeldes separatistas, Sebby Sambom, afirmou que a aeronave em questão "tinha estado a ajudar a mobilizar forças indonésias na zona, contrariando o ultimato lançado pelo Exército de Libertação Nacional da Papua".
Além disso, ameaçou com mais ataques caso Jacarta continue a enviar aviões civis para zonas controladas pelos rebeldes.
A Indonésia mantém uma forte presença militar na província da Papua para combater os rebeldes separatistas.
Em fevereiro, as autoridades acusaram os rebeldes de terem cometido um ataque contra um avião comercial que matou dois membros da tripulação após a aterragem.
A Indonésia partilha a ilha da Nova Guiné com o Estado independente da Papua-Nova Guiné.
A província da Papua indonésia fica localizada no lado ocidental da ilha da Nova Guiné.
Antiga colónia holandesa, a Papua declarou a sua independência em 1961, mas a vizinha Indonésia assumiu o controlo dois anos mais tarde, prometendo um referendo.
Em 1969, cerca de mil pessoas naturais da Papua votaram a favor da permanência na Indonésia.
Os separatistas criticam regularmente esta votação e apelam à realização de novas eleições, o que é recusado por Jacarta, que recorda que as Nações Unidas reconheceram a sua soberania sobre a Papua.
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