Inglaterra em alerta: há bombistas em fuga

Polícia deteve mais duas pessoas, fazendo subir para oito o número de possíveis suspeitos.

26 de maio de 2017 às 08:01
Inglaterra, alerta, bombistas, terrorismo, Manchester, Reino Unido Foto: EPA
Inglaterra, alerta, bombistas, terrorismo, Manchester, Reino Unido Foto: Reuters
Inglaterra, alerta, bombistas, terrorismo, Manchester, Reino Unido Foto: Direitos Reservados
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Inglaterra, alerta, bombistas, terrorismo, Manchester, Reino Unido Foto: Direitos Reservados
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Inglaterra, alerta, bombistas, terrorismo, Manchester, Reino Unido Foto: Reuters

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A polícia britânica prendeu três novos suspeitos, entre quinta e sexta-feira, do atentado que matou 22 pessoas em Manchester, num concerto de Ariana Grande, na segunda-feira. Há agora oito detidos, entre eles o pai e dois irmãos de Salman Abedi, o bombista suicida. Soube-se, entretanto, que Salman passou pela Turquia e pela Alemanha antes do ataque e que o pai, Ramadan Abedi, tinha ligações a grupos jihadistas.

A investigação acelerou nas últimas horas, com os investigadores a fazerem buscas em vários locais. Um suspeito foi capturado em Withington e o segundo em Nuneaton, no centro de Inglaterra. Houve ainda buscas em Wigan e Moss Side, onde uma casa foi arrombada, mas sem registo de capturas. Os investigadores pensam que há mais terroristas ainda em fuga e receiam um novo atentado.

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As autoridades alemãs confirmaram que Salman chegou de avião a Dusseldorf quatro dias antes do atentado. A cidade situa-se no estado da Renânia-do-Norte, onde viveu Anis Amri, o bombista que atacou o mercado de Natal em Berlim, em 2016.

A Turquia disse, por seu lado, que Salman passou por Istambul. Terá chegado da Europa, seguindo para outro país não identificado, e voltou a Istambul no regresso à Europa. "Não passou tempo na Turquia e não há registo de ter entrado na Síria durante as suas viagens", referiu um responsável turco.

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Uma fonte líbia disse, entretanto, que Salman telefonou à mãe, Samia Tabbal, de 50 anos, cientista nuclear que vive em Trípoli, pouco antes de se fazer explodir em Manchester.

Quanto ao pai, Ramadan, terá integrado um grupo ligado à al-Qaeda que tentou assassinar o ditador líbio Muammar Kadhafi nos anos 90, razão pela qual terá depois fugido para o Reino Unido, onde continuou ligado a grupos jihadistas até regressar à Líbia, em 2008.

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Fugas de informação irritam britânicos   

A primeira-ministra britânica Theresa May manifestou ontem o seu desagrado ao presidente norte-americano Donald Trump por causa das várias fugas de informação provenientes das autoridades americanas que estão a prejudicar a investigação ao atentado de Manchester.

Citando fontes policias americanas, os jornais dos EUA foram os primeiros a avançar que se tratou de um ataque suicida, bem como a publicar o nome do bombista e as fotos do que restou da bomba, levando a polícia britânica a tomar a decisão inédita de suspender a troca de informações com a sua congénere americana, que acusa de passar pistas importantes à imprensa.  

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Trump, questionado por May à margem da cimeira da NATO em Bruxelas, prometeu "investigar a fundo" o assunto, considerando "muito perturbadora" a quebra da confiança de um aliado.

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