Interpol levanta restrições sobre troca de informações com a Síria

Suspensão havia sido decidida em 2012 no contexto de sanções internacionais contra o regime de Bashar al-Assad.

07 de outubro de 2021 às 17:59
Interpol, Comissão Europeia, Lyon, França, Ariège, Jürgen Stock, política, questões sociais, crime, lei e justiça Foto: Reuters
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A Organização Internacional de Polícia Criminal -- Interpol reconheceu esta quinta-feira ter reintegrado a Síria no seu sistema de troca de informações, após uma suspensão decidida em 2012 no contexto de sanções internacionais contra o regime de Bashar al-Assad.

"Em linha com as recomendações do secretariado geral, o comité executivo da Interpol decidiu levantar as medidas corretivas aplicadas à Síria", indicou a organização num comunicado dirigido à agência France-Presse depois de questionada sobre o assunto.

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As "medidas corretivas" aplicadas ao Gabinete Central Nacional (NCB) da Interpol na Síria desde 2012 incluíam a suspensão dos direitos de acesso ao sistema de troca de informações aberto a todos os Estados membros, segundo o comunicado do secretariado geral da organização, sedeada em Lyon (França).

Desde 2012, "apenas o secretariado geral da Interpol recebia as comunicações provenientes da Síria, que só eram transferidas para os destinatários pretendidos se respeitassem as regras da Interpol", segundo a mesma fonte.

O comunicado precisa que "a recomendação de levantar as medidas corretivas foi feita após um acompanhamento das mensagens do NCB de Damasco" e que agora o gabinete na Síria "pode enviar e receber diretamente mensagens dos outros países membros".

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Questionado pela AFP, um porta-voz da Interpol não quis dar mais pormenores sobre o que levou ao levantamento das restrições, nem sobre a data da decisão.

A porta-voz do Quai d'Orsay, por seu turno, reafirmou a posição de Paris em relação ao regime de Bashar al-Assad: "Enquanto o regime sírio continuar a alimentar a instabilidade, a crise humanitária e o risco terrorista, a França continuará a opor-se à normalização das relações com Damasco e a qualquer alívio do sistema de sanções".

"Expressaremos esta posição na próxima Assembleia-Geral da Interpol" de 23 a 25 de novembro, adiantou.

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