Investigação ao assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia provoca demissões no governo
Chefe de gabinete do PM Jospeh Muscat e ministro do Turismo demitiram-se. Ministro da Economia suspende funções.
A investigação ao assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia abriu ontem uma grave crise no governo de Malta, com a demissão do chefe de gabinete do PM Joseph Muscat e do ministro do Turismo por causa das suas ligações ao alegado mandante do crime, detido na semana passada.
Keith Schembri, chefe de gabinete de Muscat, demitiu-se na segunda-feira à noite e ontem passou o dia a ser interrogado pela polícia. Já o ministro do Turismo, Konrad Mizzi, anunciou ontem à tarde a sua demissão "devido às circunstâncias extraordinárias" que o país enfrenta, mas recusou qualquer envolvimento na morte da jornalista. Horas depois, foi a vez de o ministro da Economia, Chris Cardona, suspender funções, embora o seu envolvimento no caso não seja claro.
Schembri e Mizzi estão sob suspeita devido às suas ligações ao alegado mandante da morte da jornalista, o empresário Yorgen Fenech. Ambos terão recebido milhões de euros de uma sociedade offshore de Fenech através de contas secretas no Panamá denunciadas por Caruana Galizia pouco antes de ser assassinada. O jornal ‘Times of Malta’ avança ainda que Fenech estava em contacto regular com Schembri e ter-lhe-á telefonado horas antes de ser detido quando tentava fugir do país, na semana passada. O empresário disse, entretanto, à polícia não ser o elo final da ‘cadeia de comando’ na morte da jornalista e exigiu imunidade para contar tudo o que sabe.
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