Investigação revela 890 contas com alegadas ligações nazis no Credit Suisse
Registos da época da II Guerra Mundial incluem o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, uma empresa fabricante de armas e a Cruz Vermelha alemã.
Uma investigação identificou 890 contas no banco Credit Suisse com possíveis ligações ao regime nazi, revelou o senador norte-americano Chuck Grassley, na véspera de uma audição do Comité do Senado dos Estados Unidos sobre o papel dos bancos na facilitação do Holocausto. A informação foi avançada antes da sessão marcada para esta terça-feira.
Entre as contas já identificadas, segundo a agência de notícias Reuters, encontram-se registos da época da II Guerra Mundial que não tinham sido divulgados anteriormente, com contas associadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, a uma empresa alemã de fabrico de armas e à Cruz Vermelha alemã.
O UBS, que adquiriu o Credit Suisse quando o banco entrou em colapso em 2013, afirmou no ano passado que estava a trabalhar em conjunto com o ex-procurador americano Neil Barofsky para esclarecer contas ligadas ao regime nazi.
O senador Chuck Grassley informou que recebeu dois relatórios com evidências de que os laços bancários do Credit Suisse com a organização paramilitar nazi SS eram mais extensos do que se sabia.
O presidente da UBS Americas, Robert Karofsky, afirmou que o banco reconhece e lamenta profundamente o facto de a II Guerra Mundial representar “um período negro na história do sistema bancário suíço”. E prometeu que o UBS vai abordar o tema “com o devido respeito”.
Após assumir o controlo do Credit Suisse, o UBS comprometeu-se a retomar integralmente a investigação e a facilitar a revisão conduzida pelo ex-procurador americano Neil Barofsky.
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