Irão denuncia "mentalidade racista" após a proibição de viajar para os Estados Unidos

Número de iranianos que vive nos Estados Unidos é estimado em 1,5 milhões.

07 de junho de 2025 às 09:08
Bandeira EUA Foto: Direitos Reservados
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O Irão denunciou, este sábado, uma "mentalidade racista" por trás da proibição imposta aos seus cidadãos de viajar para os Estados Unidos, uma medida imposta por Washington a 12 países.

Trata-se de "um sinal claro do domínio de uma mentalidade supremacista e racista entre os decisores políticos norte-americanos", considerou Alireza Hashemi-Raja, responsável pelos assuntos dos iranianos no estrangeiro, criticando a "profunda hostilidade em relação aos iranianos e aos muçulmanos".

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A partir de segunda-feira, os Estados Unidos impedirão os cidadãos de 12 países de entrar no seu território para "proteger" o país, anunciou quarta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, lembrando uma proibição que instituíra durante o seu primeiro mandato (2017/21).

Além do Irão, inimigo jurado dos Estados Unidos desde a revolução islâmica de 1979, a decisão também se aplica ao Afeganistão, Birmânia, Chade, Congo-Brazzaville, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Iémen, Líbia, Somália e Sudão.

"[Esta decisão] viola os princípios fundamentais do direito internacional" e priva "centenas de milhões de pessoas do direito de viajar apenas devido à sua nacionalidade ou religião", acrescentou Hashemi-Raja, denunciando a "sistemática discriminação racial".

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O número de iranianos que vive nos Estados Unidos é estimado em 1,5 milhões, de acordo com as últimas estatísticas do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano em 2020.

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