Irão e Omã traçam rota segura para o petróleo no Estreito de Ormuz
Preço do barril de petróleo em forte queda, apesar de Teerão negar negociações com os EUA, anunciadas por Trump.
O Irão garantiu esta segunda feira que não está a decorrer nenhuma negociação com os Estados Unidos, ao contrário do que afirmou Donald Trump. A única negociação em curso, segundo Teerão, é com Omã, com vista à criação de uma rota segura para a circulação de navios no estreito de Ormuz. “O objetivo é determinar, o mais rapidamente possível e em consulta com Omã, uma rota que seja, naturalmente, temporária e com base na qual se possa garantir a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz”, esclareceu o porta-voz da diplomacia iraniana. Citado pela agência Reuters, Esmaeil Baghaei reafirmou o que contas militares iranianas tinha dito no domingo, que o país não está a negociar com os EUA.
No fim de semana, o Presidente norte-americano tinha referido, numa mensagem publicada na sua rede social, que dera ordens para que fosse suspenso o grande ataque que estava previsto ao Irão, algo “nunca visto desde a II Guerra Mundial”. “Acabámos de ser solicitados pelo Irão e por outros países do Médio Oriente a suspender qualquer ataque”, uma vez que “chagaram a um entendimento”, que incluirá a abertura imediata, completa e total do Estreito de Ormuz”, justificou Donald Trump. “Há um acordo sobre Hormuz e haverá um acordo sobre o programa nuclear, ou podem chamar-lhe desnuclearização do Irão”, acrescentou mais tarde.
Apesar de Teerão acusar o líder da Casa Branca de estar “a mentir”, a verdade é que os mercados reagiram de imediato às palavras de Donald Trump, com o preço do barril de petróleo a cair mais de 6%. Fontes do setor marítimo confirmam que “o tráfego através do Estreito de Ormuz continua ativo, apesar de todos os desafios existentes”, ainda que muito distante do movimento normal antes do início da guerra, a 28 de fevereiro.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt