Irão nega acusações sobre operações em países estrangeiros

Quinze países ocidentais condenaram as supostas tentativas dos serviços de informações iranianos para "matar, raptar e assediar pessoas na Europa e na América do norte".

01 de agosto de 2025 às 10:46
Ismail Baghaei Foto: "X"
Partilhar

O Irão rejeitou esta sexta-feira as acusações de 15 países que condenaram as ameaças crescentes dos serviços de informações iranianos nos respetivos territórios.

Quinze países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e Espanha, condenaram as supostas tentativas dos serviços de informações iranianos para "matar, raptar e assediar pessoas na Europa e na América do norte"

Pub

Para os países, que subscreveram uma declaração conjunta, trata-se de uma "clara violação" da soberania dos vários Estados por parte do Irão.

Esta sexta-feira, Teerão classificou a posição dos 15 países como acusação infundada.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, disse em comunicado que "repetir acusações infundadas e ridículas" contra o Irão é uma manobra de diversão.

Pub

O mesmo responsável acrescentou que se trata de uma tentativa de "desviar a opinião pública" internacional do que chamam "genocídio" na Palestina ocupada por Israel.

Bagaei recordou ainda a recente "agressão militar" dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, referindo-se aos bombardeamentos conjuntos contra as centrais nucleares iranianas.

Os 15 países que acusam o Irão de atuar nos respetivos Estados referiram também que os serviços de informação iranianos estão envolvidos com as atividades de organizações criminosas internacionais.

Pub

Segundo a declaração conjunta dos 15 países, o Irão pretende atacar jornalistas, dissidentes iranianos e cidadãos de origem judaica.

Ismail Bahaei afirmou que estas acusações contra a República Islâmica são mentiras que configuram "uma campanha 'iranofóbica' maliciosa que visa pressionar o povo iraniano".

O porta-voz diplomático iraniano afirmou ainda que o comportamento dos signatários da declaração viola os princípios do direito internacional e da Carta das nações Unidas e alertou que os 15 países "devem ser responsabilizados por conduta inadequada e irresponsável".

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar