Irão soma 12 horas sem internet após corte pelas autoridades
Governo iraniano decidiu interromper a ligação à internet devido aos ataques aéreos lançados por Israel e pelos Estados Unidos.
A ligação à Internet no Irão continua cortada em todo o país doze horas depois de o governo iraniano ter decidido interrompê-la devido aos ataques aéreos lançados por Israel e pelos Estados Unidos, segundo a organização NetBlocks.
"As métricas mostram que o Irão está desligado há 12 horas, depois de o regime ter imposto um apagão nacional da Internet no meio de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel", afirmou a organização, que monitoriza o tráfego na rede através das suas redes sociais.
A conectividade atual no país é de 1% em relação aos níveis normais, de acordo com os dados da NetBlocks, organização não-governamental (ONG) e observatório de internet com sede em Londres que monitoriza a cibersegurança e a governação da rede em tempo real a nível global.
A agência EFE confirmou que as ligações estão caídas. As linhas telefónicas, que também foram interrompidas pouco depois do ataque, voltaram ao normal.
O governo iraniano já recorreu à interrupção do serviço de internet durante os protestos que começaram no final de dezembro de 2025, e que culminaram no massacre dos dias 08 e 09 de janeiro, quando milhares de pessoas morreram devido à repressão do regime.
Na altura, a interrupção total do serviço de Internet prolongou-se por mais de duas semanas.
Também em junho do ano passado, o Irão suspendeu o acesso à Internet durante a guerra de doze dias lançada por Israel.
O governo iraniano justificou na altura que os sistemas de internet ajudavam na geolocalização dos drones lançados contra o seu território e nas comunicações israelitas com agentes no país.
Israel e Estados Unidos lançaram, este sábado, um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, já foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido já condenaram os ataques iranianos.
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