Israel concede a seis passageiros a mais alta distinção pela sua "coragem" no voo Flydubai

Voo da Flydubai teve de fazer uma aterragem de emergência na Arábia Saudita após um presumível 'ataque terrorista'.

08 de outubro de 2026 às 23:46
Passageiros recebidos em Israel após tentativa de ataque a bordo do voo da FlyDubai Foto: Frame AP
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O presidente israelita, Isaac Herzog, concedeu esta quinta-feira a mais alta distinção civil do país a seis pessoas que viajavam, a 30 de setembro, a bordo do voo da Flydubai entre os Emirados Árabes Unidos e Israel e que teve de fazer uma aterragem de emergência na Arábia Saudita após um presumível 'ataque terrorista' cometido pelo copiloto da aeronave.

Herzog entregou o 'Prémio Presidencial ao Heroísmo Civil' a seis cidadãos israelitas - Tali e Zvika Manes, Yaniv Hayoun, Shota Musayev, Asaf Rajuan e Or Pardilov -, uma distinção que também atribuirá ao capitão Smit Machchhar, de nacionalidade indiana, que realizou uma aterragem de emergência mesmo depois de esfaqueado pelo atacante.

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O Presidente de Israel afirmou isto em Jerusalém, onde teve lugar a entrega de um prémio criado por Herzog após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 07 de outubro de 2023 contra território israelita e que "expressa o reconhecimento do Estado de Israel àquelas pessoas que atuaram com um heroísmo excecional, pondo em perigo as suas próprias vidas, movidas pela responsabilidade mútua e com o objetivo de salvar vidas humanas".

Nesta linha, o chefe de Estado realçou que os premiados são "pessoas aparentemente comuns que se revelaram heróis extraordinários ao salvar o voo" que fazia a rota Dubai-Tel Aviv quando ocorreu o incidente.

"Graças à sua coragem, determinação e extraordinária frieza, estes heróis evitaram uma catástrofe aérea devastadora que teria chocado o mundo inteiro, e salvaram 174 vidas preciosas", assinalou.

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Herzog desejou uma "recuperação completa e rápida" ao capitão, a quem valorizou pela sua "coragem sem igual e sólida profissionalidade", e aproveitou para fazer um apelo à unidade da comunidade internacional perante a "ameaça global do terrorismo".

"Quando o perigo espreita, é bom ter um israelita ao seu lado. (...) É ainda melhor ouvir os alertas e avisos estratégicos de Israel antes que o perigo se materialize", afirmou.

"O 7-O deixou uma marca indelével no povo israelita, e o trauma será palpável durante gerações. Aprendemos, através de um sofrimento doloroso, o que significa enfrentar uma ameaça existencial. E aprendemos que enfrentá-la exige visão de futuro, determinação e, acima de tudo, cooperação internacional na luta contra o terrorismo", reiterou.

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