Israel exige que Irão deixe de enriquecer urânio
Netanyahu impõe linhas vermelhas na véspera de nova ronda de negociações entre os EUA e o Irão.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu que os EUA devem exigir que o Irão abandone totalmente o enriquecimento de urânio e abra mão das suas reservas de urânio enriquecido nas negociações que vão decorrer esta terça-feira em Genebra, na Suíça.
Num discurso em Jerusalém, no domingo, Netanyahu frisou que "todo o urânio enriquecido" armazenado pelo Irão "deve ser retirado do país", e que o regime de Teerão deve ser impedido de manter "qualquer capacidade de enriquecimento de urânio". "Qualquer acordo que seja alcançado deve ter vários componentes que consideramos importantes, não apenas para a segurança de Israel, mas de todo o mundo", afirmou Netanyahu.
O Irão mostrou-se aberto a discutir o futuro do seu programa nuclear com os EUA, mas sempre garantiu que o direito de enriquecer urânio para uso civil é uma "linha vermelha" e está garantido pelo Tratado de Não-Poliferação Nuclear.
No fim de semana, em entrevista à BBC, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, admitiu que Teerão está "preparado para assumir compromissos" em relação ao seu programa nuclear se os EUA estiverem dispostos a discutir o levantamento das sanções internacionais ao país. "A bola está no campo da América. Eles é que têm de provar que querem chegar a um acordo connosco", afirmou.
O presidente Donald Trump tem dito que gostaria de alcançar um acordo com o Irão mas ameaçou atacar o país se isso não for possível, tendo enviado dois porta-aviões para a região do Médio Oriente para aumentar a pressão sobre o regime de Teerão.
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