ISRAEL QUER CONTROLAR HEBRON
O primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, anunciou hoje a intenção de alargar a zona de controlo israelita em Hebron, de forma a que esta cidade do Sul da Cisjordânia fique sob total domínio de Israel. Já ontem, o Exército israelita havia reocupado todas as áreas palestinianas da cidade.
A medida surge como uma das retaliações ao ataque perpetrado, sexta-feira passada, em Hebron, por um comando da guerrilha Jihad Islâmica, em que morreram 12 israelitas, dos quais nove eram militares e três colonos.
Segundo Sharon, é preciso criar condições para estabelecer uma continuidade territorial entre o colonato de Kyriat Arba, próximo da cidade, o bairro de habitação dos colonos de Hebron e o Túmulo dos Patriarcas, local sagrado tanto para judeus como para muçulmanos.
O ataque perpetrado na passada sexta-feira ocorreu numa altura em que uma coluna de carros com colonos judeus regressava das orações na Cidade dos Patriarcas, tendo sido atacada por um comando de activistas palestinianos, que utilizou armas automáticas e granadas.
A Jihad Islâmica, que reivindicou o ataque, em que foram abatidos três dos atacantes palestinianos, justifico-o como sendo um acto de vingança pelo “assassínio”, a semana passada, em Jenin, no Norte da Cisjordânia, de um dos chefes do movimento, Iyad Sawalha.
Já hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Benjamin Netanyahu, declarou “nulos e inválidos” os acordos de paz de Oslo de 1993, que estabelecem uma zona sob controle palestiniano, bem como o tratado de Hebron, que determinou a divisão desta cidade cisjordana em dois sectores, um palestiniano e outro israelita.
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