Israel recua e concede ao Patriarca Latino de Jerusalém acesso ao Santo Sepulcro

Polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa.

30 de março de 2026 às 07:57
Patriarca Latino Foto: Ariel Schalit
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O primeiro-ministro de Israel revogou esta segunda-feira a proibição de entrada no Santo Sepulcro à mais alta autoridade católica da Terra Santa, o Patriarca Latino, afirmando que pode "realizar serviços religiosos como desejar".

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", disse Benjamin Netanyahu, num comunicado.

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A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

A decisão foi tomada apesar de Pizzaballa ter respeitado as restrições de segurança que limitam os aglomerados a 50 pessoas devido à guerra com o Irão.

"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou o clérigo, em declarações transmitidas pela emissora italiana TV2000.

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O cardeal também deixou claro que o incidente ocorreu "sem confrontos" e que foi tratado de forma educada.

"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.

Além disso, Pizzaballa indicou que compreende que se deva garantir a segurança em plena guerra, mas também a oração face à celebração da Semana Santa.

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O Patriarca Latino de Jerusalém afirmou que pretende aproveitar o impedimento de que foi alvo para que se preserve o direito à oração, "respeitando a segurança de todos".

Benjamin Netanyahu assegurou que as forças de segurança israelitas estavam a "elaborar um plano para que os líderes eclesiásticos possam celebrar os seus cultos no local sagrado durante os próximos dias".

Segundo o governante israelita, o Irão tem atacado "repetidamente" os locais sagrados das três religiões monoteístas, numa referência à queda de destroços da interceção de um míssil no bairro judeu, a apenas 400 metros da Esplanada das Mesquitas ou do Muro das Lamentações.

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Não há indícios, até ao momento, de que estes locais (entre os quais a Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão) fossem o alvo específico dos mísseis disparados pelo Irão.

Autoridades de países como Itália, França, Espanha, Brasil e até mesmo Estados Unidos manifestaram rejeição à decisão israelita.

O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, reprovou no domingo o impedimento da celebração da missa de Domingo de Ramos, assim como o Governo, que através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, condenou a ação da polícia israelita.

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"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

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