Itália mobiliza 500 militares após tumultos

Medida integra um pacote de medidas de segurança destinado a travar novos episódios de violência, vandalismo e pilhagens.

21 de outubro de 2026 às 01:30
Tumultos em Itália Foto: Stefano Porta
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O Governo italiano prepara o envio de 500 militares adicionais para as ruas de Milão, na sequência dos violentos distúrbios registados durante o fim de semana em várias cidades do país e que culminou na detenção de mais de 270 pessoas, a maioria menores.

A medida integra um pacote de medidas de segurança destinado a travar novos episódios de violência, vandalismo e pilhagens. Os confrontos ocorreram durante protestos inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida e pela falta de investimento nos serviços públicos e na educação.

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Em Milão, grupos de jovens, muitos deles menores, entraram em confronto com a polícia e destruíram estabelecimentos comerciais. Os prejuízos poderão atingir mil milhões de euros, segundo associações do setor. O ministro da Defesa italiano atribuiu os tumultos a uma alegada “guerra híbrida” contra o Ocidente, apontando as redes sociais, como o TikTok e o YouTube, como instrumentos de influência sobre os jovens. Segundo Guido Crosetto, estes meios estarão a contribuir para uma “contraeducação” que afasta os participantes dos valores democráticos.

O Executivo liderado por Giorgia Meloni deverá avançar com medidas mais rigorosas para prevenir novos distúrbios, incluindo o reforço dos poderes das autoridades e a possibilidade de detenção preventiva. Apesar da resposta governamental, mantém-se o debate sobre as causas sociais dos protestos e a necessidade de distinguir os atos violentos das manifestações pacíficas.

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