IURD é suspeita de lavar dinheiro

Milhões de euros doados por fiéis brasileiros à Igreja Universal do Reino de Deus ( IURD) serviram para enriquecer os seus líderes e para a compra de inúmeras emissoras de rádio e televisão. A denúncia, enviada ao Ministério Público Federal de São Paulo, acusa ainda o líder máximo da IURD, Edir Macedo, e mais três auxiliares de enviarem ilegalmente quase 200 milhões de euros para paraísos fiscais.

15 de setembro de 2011 às 00:30
BRASIL, IURD, DESVIO, DINHEIRO, SÃO PAULO Foto: Alexandre Azevedo
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O processo incrimina Edir Macedo, os bispos João Batista Ramos da Silva e Paulo Roberto Gomes da Conceição e a directora financeira da IURD, Alba Maria Gomes da Costa. Todos são acusados de branqueamento de capitais e de formação de quadrilha.

Segundo o procurador estadual de São Paulo, Sílvio Luís Martins de Oliveira, apenas uma ínfima parte da fortuna doada por crentes, na sua maioria pessoas muito humildes, era revertida para as obras religiosas da IURD, sendo o restante enviado para contas no estrangeiro.

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Na denúncia afirma-se que o dinheiro regressava depois ao Brasil como empréstimo a pessoas ligadas à IURD que, por sua vez, compravam em seu nome empresas de comunicações. Recorde-se que Waldir Abrão, um ex-director da IURD que em 2009 denunciou este caso, foi assassinado em Novembro desse ano, seis dias depois de ter afirmado num documento registado em cartório que apenas dez por cento de todo o dinheiro arrecadado pela IURD era declarado e ia efectivamente para obras religiosas.

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