Jair Bolsonaro exige desculpas para aceitar dinheiro para o combate aos fogos na Amazónia
“Primeiro ele retira [o que disse], depois ele oferece e aí a gente conversa”, afirma o presidente brasileiro.
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro exigiu esta terça-feira um pedido de desculpas do homólogo francês Emmanuel Macron como condição para o Brasil aceitar os 20 milhões de dólares oferecidos pelos países do G7 para o combate aos fogos na Amazónia.
"Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, [por dizer] que a nossa soberania está em aberto na Amazónia", afirmou Bolsonaro aos jornalistas, acrescentando: "Primeiro ele retira [o que disse], depois ele oferece e aí a gente conversa", afirmou o chefe de Estado brasileiro.
Na semana passada, Macron acusou o presidente brasileiro de ter mentido ao prometer defender a Amazónia para conseguir o acordo de livre comércio com a União Europeia e depois não fazer nada para conter os incêndios que estão a devastar a floresta amazónica. Bolsonaro acusou Macron de "colonialismo" e respondeu com ofensas pessoais, ao partilhar nas redes sociais um comentário que comparava a mulher do presidente francês, Brigitte, que tem 66 anos, com a mulher de Bolsonaro, Michelle, que é 27 anos mais nova do que ele.
Reagindo à recusa de Bolsonaro em aceitar a ajuda, Macron considerou esta terça-feira "falta de tato" que alguns governantes confundam soberania com agressividade e lembrou que, além do Brasil, a Amazónia cobre outros países. E esses estão dispostos a aceitar a ajuda.
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