Jovem morto pela mãe foi enterrado sete meses após o crime
Mulher matou filho por este ser gay.
O Instituto de Medicina Legal de São Paulo, no Brasil, identificou esta quinta-feira o corpo de Itaberli Lozano, de 17 anos, morto em dezembro pela própria mãe, por ser homossexual.
A identificação do corpo demorou sete meses e só foi possível através de um teste de ADN. O jovem foi encontrado carbonizado, em janeiro, num canavial de Cravinhos, no interior de São Paulo.
Os restos mortais do jovem, que até agora estavam no Instituto de Medicina Legal, foram libertados e entregues à família que só esta sexta-feira pode fazer o funeral.
As circunstâncias do homicídio chocaram Cravinhos, uma cidade brasileira com 34 mil habitantes.
O crime que chocou a população
De acordo com as autoridades, Tatiana matou o filho no dia 29 de dezembro com facadas no pescoço, com a ajuda de três jovens, dois rapazes e uma rapariga, que têm entre os 16 e os 19 anos. Os rapazes tentaram enforcar Itaberli, mas como ele resistia, a própria mãe esfaqueou-o até à morte.
Posteriormente, Tatiana e o marido, Alex Pereira, de 30 anos, levaram o corpo até o canavial e atearam-lhe fogo.
Seis dias antes de ser assassinado, o jovem tinha publicado nas redes sociais que tinha sido espancado pela mãe por ser homossexual. No texto, recuperado pela polícia brasileira, lê-se: "Lembrando que esta mulher a quem eu chamava mãe espancou-me e colocou um bando de miúdos atrás de mim para me bater. Colocou-me fora de casa e me deu uma tareia, sabe porquê? Porque eu sou gay".
O casal e os dois rapazes estão presos enquanto a rapariga está sob custódia porque a polícia acredita que ela também participou no homicídio.
O processo está em segredo de justiça por envolver menores. A próxima audiência está marcada para o dia 2 de agosto.
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