Juiz manda investigar 98 políticos brasileiros
Lista aprovada pelo magistrado Edson Fachin, do Supremo Tribunal, inclui oito ministros e 63 parlamentares influentes.
O juiz Edson Fachin, relator da operação anticorrupção Lava Jato no Supremo Tribunal brasileiro, autorizou a abertura de investigações contra 98 políticos, entre eles oito ministros, 63 parlamentares e quatro ex-presidentes do Brasil. As investigações foram pedidas pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com base em depoimentos de 77 executivos da construtora Odebrecht.
Entre os ministros que serão investigados estão os dois colaboradores mais próximos do presidente Michel Temer, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência.
Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também estão na lista, além de outros 38 deputados e 23 senadores. Entre estes, há muitas figuras de peso na política brasileira, como Renan Calheiros, ex-presidente do Congresso, Romero Jucá, ex-ministro de Temer e atual líder do governo no Senado, e os ex-candidatos presidenciais – e potenciais presidenciáveis em 2018 - Aécio Neves e José Serra.
Serão investigados ainda três governadores estaduais e mais 24 políticos, incluindo ex-ministros, ex-deputados e ex-senadores e atuais e antigos autarcas, todos acusados de corrupção e branqueamento de capitais, entre outros crimes.
Cinco ex-presidentes sob suspeita
Além de deputados e senadores, o juiz Fachin mandou abrir investigações contra quatro ex-presidentes da república - Lula da Silva, Dilma Rousseff, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. O último dos cinco ex-presidentes ainda vivos, José Sarney, também não escapou às denúncias que estiveram na origem da abertura dos processos contra os restantes, mas o juiz Fachin ainda não tomou uma decisão final no seu caso.
Depoimentos deixam de ser secretos
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt