Julgamento do sequestro mais longo em São Paulo
O caso do sequestro mais longo em São Paulo começa a ser julgado esta segunda-feira com o tribunal a acusar Lindemberg Alves Fernandes, 25 anos, de executar em Outubro de 2008 a ex-namorada depois de cem horas de cativeiro.
Lindemberg é suspeito de matar Eloá Pimentel, então com 15 anos, após mantê-la refém cerca de cem horas. Inconformado com a separação, segundo a polícia, ele invadiu o apartamento popular em que a jovem estudava com outros três colegas. Dois deles foram libertados, mas Eloá e a amiga Nayara Rodrigues da Silva ficaram quatro dias em cativeiro.
A polícia, por fim, invadiu o apartamento e as estudantes foram baleadas. Eloá foi levada para o hospital, onde morreu no dia seguinte. Nayara sobreviveu.
Lindemberg é acusado de 12 crimes, entre os quais sequestro, homicídio e tentativa de homicídio.
A defesa do suspeito convocou como testemunhas seis jornalistas e três polícias envolvidos na negociação, segundo a imprensa local.
Na altura do crime tanto a imprensa como os polícias foram criticados por supostamente dar notoriedade ao caso e, com isso, prolongar o sequestro.
Lindemberg chegou a ser entrevistado por um canal de televisão enquanto mantinha as vítimas em cativeiro.
Segundo a acusação do Ministério Público Estadual, os tiros que mataram Eloá foram disparados por Lindemberg.
A defesa não revelou a estratégia para o julgamento que terá um júri popular, anunciou apenas que irá retractar o acusado como um "bom menino".
O julgamento deve durar três dias.
O acusado foi preso logo após o crime e aguardava julgamento no presídio de Tremembé, em São Paulo.
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