Justiça moçambicana acusa 11 pessoas de corrupção na Segurança Social
Entre os arguidos acusados está a antiga ministra do Trabalho de Moçambique, Helena Taipo.
O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique deduziu acusação contra 11 arguidos por alegado envolvimento num esquema de corrupção que lesou o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), disse esta quinta-feira à Lusa fonte daquela entidade judicial.
Entre os arguidos acusados pelo GCCC está a antiga ministra do Trabalho de Moçambique Helena Taipo, que se encontra detida desde 16 de abril na sequência de indícios de que terá beneficiado ilicitamente de dinheiro do INSS.
A fonte do GCCC referiu à Lusa que além de Helena Taipo, aguardam em prisão preventiva mais três arguidos, e foram emitidos mandados de captura internacional contra outros dois, por se encontrarem em parte incerta.
Sete arguidos respondem ao processo em liberdade, incluindo dois que ainda não tiveram a acusação formalizada.
A fonte assegurou que o processo relativo ao caso INSS foi remetido na quarta-feira ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
Na terça-feira foi detida Filomena Sumbana, mulher de Fernando Sumbana, que ocupou várias pastas ministeriais em Moçambique, também no âmbito das investigações à corrupção no INSS.
Um dos filhos do casal chegou a ficar detido por indícios de corrupção no referido caso, mas aguarda o processo em liberdade, após pagar caução.
O GCCC acusa os arguidos de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa, peculato, branqueamento de capitais e violação de legalidade orçamental.
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