Kiev sofre um dos piores ataques desde o início da guerra

Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones de longo alcance durante a madrugada. Há registo de pelo menos 21 mortos e mais de 80 feridos, entre os quais crianças.

03 de julho de 2026 às 01:30
Dezenas de edifícios residenciais e infraestruturas civis foram atingidas na capital ucraniana Foto: Tommas Fumagalli/EPA
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Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas na sequência de um dos mais intensos ataques russos contra Kiev desde o início da guerra, em 2022. As forças russas lançaram centenas de drones e dezenas de mísseis sobre a capital ucraniana, durante a madrugada desta quinta-feira, provocando destruição em vários bairros residenciais, incêndios e o colapso de edifícios. “O inimigo está mais uma vez a atacar zonas residenciais e a matar civis. Temos uma destruição muito grave e um número significativo de vítimas, incluindo crianças“, disse Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar de Kiev.

As equipas de emergência prosseguem as operações de busca entre os escombros, enquanto as autoridades admitem que o número de vítimas possa aumentar. Cerca de 52 mil pessoas, entre as quais cerca de 4.500 crianças, refugiaram-se em estações de metro durante os bombardeamentos. O presidente da câmara de Kiev decretou esta sexta-feira como dia de luto na capital.

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Volodymyr Zelensky classificou o ataque como um ato de terrorismo e voltou a apelar aos aliados ocidentais para acelerarem o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea, capazes de intercetar mísseis balísticos. Por sua vez, Moscovo diz que continuará a intensificar a pressão militar e justificou a ofensiva como uma resposta aos recentes ataques ucranianos contra alvos em território russo, garantindo que os bombardeamentos visaram infraestruturas militares.

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