Lacunas na vigilância e diagnóstico dificultam resposta a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo
Organização Médicos Sem Fronteiras defende uma resposta proporcional ao acontecimento.
Um mês após a declaração da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para lacunas na vigilância, diagnóstico, rastreio de contactos e envolvimento comunitário, defendendo uma resposta proporcional ao acontecimento.
Para a coordenadora médica de emergência da MSF na RDCongo, Kate White, "um mês depois, a epidemia de Ébola está a superar os esforços de resposta".
"Ninguém sabe a verdadeira dimensão ou exatamente onde a doença se está a espalhar na RDCongo. O que sabemos é que a maioria dos centros de tratamento na província de Ituri está sobrecarregada; muitos dos nossos doentes chegam numa fase avançada da doença e a maioria nunca foi identificada ou monitorizada como contacto antes de procurarem cuidados", disse.
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