Libertado após 43 anos de prisão

Ex-ativista dos Panteras Negras com recorde de solitária.

20 de fevereiro de 2016 às 09:59
Albert Woodfox Foto: Reuters
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O ex-ativista do grupo Panteras Negras Albert Woodfox foi libertado, na sexta-feira, de uma prisão norte-americana depois de 43 anos de prisão e de décadas de batalhas legais para provar a sua inocência.

O ativista é considerado o preso que detém o recorde em prisão solitária, tendo permanecido 30 anos nesse regime.

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Woodfox é o último dos chamados 'três de Angola' [numa referência ao nome do estabelecimento prisional onde estava] a ser libertado, num caso que provocou a indignação dos grupos de direitos humanos.

Em junho do ano passado, o juiz federal James Brady havia ordenado que Woodfox fosse libertado imediatamente e vetou um novo julgamento pelas acusações de ter assassinado o guarda prisional Brent Miller.

O Estado da Louisiana, no entanto, recorreu e o ativista continuou preso, tendo sido somente libertado agora.

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Solto em dia de aniversário

O ex-Pantera Negra foi solto no dia em que completou 69 anos.

Woodfox foi condenado em 1972 com outros dois homens - Robert King e Herman Wallace -, pelo assassinato de um guarda da prisão de Angola, na Louisiana.

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Os três (conhecidos como 'os três de Angola') eram membros da organização Panteras Negras, movimento que lutava contra a repressão e policiais abusos contra negros.

Woodfox, que foi condenado com o testemunho de três presos, mas sem provas materiais, sempre negou o assassinato do polícia.

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