Líder indígena brasileiro galardoado com nobel alternativo
Líder Yanomami foi premiado pela corajosa determinação em proteger as florestas e a biodiversidade da Amazónia.
O líder indígena brasileiro Davi Kopenawa, um dos símbolos do povo Yanomami, que vive quase isolado na Amazónia, foi galardoado com o prémio internacional Right Livelihood Award, considerado o Nobel alternativo. Foi um dos quatro vencedores do prémio deste ano, anunciado nos EUA em paralelo à Cimeira do Clima da ONU, e que também premiou a jovem ativista ambiental sueca Greta Thunberg, a defensora dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental Aminatou Haidar, e a advogada chinesa Guo Jianmei.
No caso de Kopenawa, a entidade sueca responsável pelo prémio atribuiu o galardão conjuntamente à Hutukara Associação Yanomami, que ele ajudou a fundar e a que actualmente preside.
Segundo a entidade, o líder Yanomami foi premiado pela corajosa determinação em proteger as florestas e a biodiversidade da Amazónia e as terras e a cultura dos seus povos indígenas.
"Davi Kopenawa, junto à Hutukara Associação Yanomami, está resistindo exitosamente à impiedosa exploração de terras indígenas na Amazónia, protegendo a nossa herança planetária comum", declarou Ole Von Uexkull, diretor-executivo da Right Livelihood Foundation, que atribui o prémio.
Kopenawa, que se calcula tenha nascido em 1955, dedicou os últimos 30 anos a viajar pelo mundo e a sensibilizar governantes e a sociedade para a defesa da floresta e da manutenção da cultura e do direito à terra e à própria existência do seu povo, que vive numa região de conflito com invasores agrícolas e garimpeiros na fronteira do Brasil com a Venezuela.
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