Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia aumento de violência ligada à feitiçaria

Última vítima foi um homem, assassinado com uma catana pelos seus familiares, que recorreram à profanação do cadáver.

17 de agosto de 2020 às 16:35
Bandeira da Guiné-Bissau Foto: Getty Images
Partilhar

A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou esta segunda-feira o aumento de casos de violência na Guiné-Bissau ligados à prática de feitiçaria, depois de mais um cidadão ter sido assassinado.

O homem foi assassinado com uma catana no sábado em São Domingos, região de Cacheu, pelos seus familiares, que "recorreram à profanação do cadáver, incluindo cortes sórdidos dos órgãos genitais da vítima".

Pub

Segundo a organização não-governamental, depois de uma denúncia a polícia deteve três pessoas.

"Nos últimos dois anos, a Liga Guineense dos Direitos Humanos registou mais de 73 casos atinentes à prática de feitiçaria, entre os quais resultaram 48 mortos", referiu a Liga, em comunicado divulgado nas redes sociais.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos lamentou que a maior parte dos autores morais e materiais daqueles crimes continue impune devido ao mau funcionamento das instituições judiciárias.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar