Londres retira pessoal diplomático de Teerão
A Grã-Bretanha vai retirar os seus funcionários diplomáticos de Teerão, após o ataque e a pilhagem da sua embaixada por manifestantes islamitas, próximos da linha dura do regime iraniano, indicou esta quarta-feira o ministério dos Negócios Estrangeiros.
"Após os acontecimentos de terça-feira e para garantir a sua segurança, os membros do pessoal estão prestes a deixar Teerão", afirmou um porta-voz do ministério, confirmando informações de fontes diplomáticas no local.
O mesmo porta-voz adiantou que o primeiro-ministro (David Cameron) e o ministro dos Negócios Estrangeiros (William Hague) afirmaram claramente que a segurança dos funcionários e das suas famílias é "uma prioridade imediata".
Várias dezenas de manifestantes islamitas radicais atacaram, ocuparam e saquearam na terça-feira a embaixada da Grã-Bretanha em Teerão, reclamando o seu encerramento.
Os funcionários diplomáticos da embaixada, duas dezenas de pessoas, conseguiram manter-se em segurança no interior do edifício e ninguém ficou ferido.
O ataque suscitou muitas condenações internacionais, entre as quais a do Conselho de Segurança da ONU, motivando também um "lamento" por parte das autoridades iranianas. O Reino Unido advertiu o regime iraniano de que este caso teria "consequências graves".
Também a Noruega fechou a embaixada em Teerão na sequência do ataque e o saqueamento da missão britânica. O pessoal diplomático norueguês ainda está em Teerão e ainda não foi tomada qualquer decisão sobre a evacuação da embaixada, declarou Hilde Steinfeld, uma porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros norueguês.
"A embaixada foi fechada ontem depois do ataque da embaixada britânica", afirmou. "Nós avaliamos a situação permanentemente", disse quando foi questionada sobre a duração do encerramento.
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