Londres vai fornecer urânio enriquecido a Kiev e endurecer sanções a Moscovo
Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, condenou os "ataques bárbaros" da Rússia na Ucrânia.
O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kiev para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou esta segunda-feira o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.
Keir Starmer, que condenou os "ataques bárbaros" da Rússia na Ucrânia, destacou que Londres pretende "dar um passo em frente" ao "sufocar os recursos que alimentam a guerra de Putin e fornecer energia à Ucrânia para os invernos que se avizinham".
Cerca de 210 milhões de libras (cerca de 243 milhões de euros) de financiamento à exportação permitirão à empresa britânica Urenco fornecer urânio enriquecido à produtora de eletricidade nuclear ucraniana Energoatom, precisou Downing Street (gabinete do primeiro-ministro) em comunicado.
"Estaremos ao lado da Ucrânia enquanto for necessário e este anúncio reforça isso", sublinhou o primeiro-ministro britânico.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é esperado na terça-feira de manhã na cimeira do G7, na cidade francesa de Evian, para participar numa reunião de trabalho dedicada à paz e à segurança para a Ucrânia e a Europa.
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, espera convencer o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a exercer mais pressão sobre a Rússia durante a cimeira do G7.
"O que eu quero, no fundo, é que os americanos digam 'estamos convosco, vamos continuar a ajudar a Ucrânia, vamos exercer mais pressão sobre a Rússia'", sublinhou, numa entrevista à emissora TF1.
Já a União Europeia incluiu 34 indivíduos e 47 entidades na sua lista de medidas restritivas, no mais recente pacote de sanções dirigido contra empresas vinculadas ao complexo militar russo, a frota fantasma utilizada para contornar as sanções ocidentais e responsáveis pela perseguição, pelo envenenamento e pela morte do opositor Alexei Navalny.
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