Ludovica resgatada. Família de quatro salva

Giampero Parete achava a avalanche lhe tinha levado a mulher e os dois filhos em Itália.

20 de janeiro de 2017 às 18:59
Foto: Direitos Reservados
Giampero, a mulher, Adriana e os dois filhos, Gianfilippo e Ludovica sobreviveram à avalanche em Itália Foto: Direitos Rerservados
Giampero, a mulher, Adriana e os dois filhos, Gianfilippo e Ludovica sobreviveram à avalanche em Itália Foto: Direitos Rerservados
Giampero, a mulher, Adriana e os dois filhos, Gianfilippo e Ludovica sobreviveram à avalanche em Itália Foto: Direitos Rerservados
Giampero, a mulher, Adriana e os dois filhos, Gianfilippo e Ludovica sobreviveram à avalanche em Itália Foto: Direitos Rerservados
Giampero, a mulher, Adriana e os dois filhos, Gianfilippo e Ludovica sobreviveram à avalanche em Itália Foto: Direitos Rerservados

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Ludovica está salva. A filha de seis anos do homem que deu o alerta para a avalanche de Farindola foi retirada dos escombros do hotel Rigopiano. A mulher e ao filho de Giampiero Parete, tinham sido resgatados, durante a tarde. Mas faltava Ludovica. Foi salva ao início da noite e estará bem de saúde, diz o jornal Il Tempo, que mostra o vídeo do momento do resgate. Um milagre num dia marcado por emoções fortes.

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A terra tremeu. Logo depois um espesso monte branco desabou sobre o hotel Rigopiano, em Farindola, Itália. Giampero Parete, um cozinheiro de 38 anos, tinha ido ao carro buscar um remédio para a mulher, Adriana Vranceanu quando a avalanche soterrou o hotel. Tinham planeado umas férias de sonho em família. Lá dentro ficou Adriana e os dois filhos do italiano, Gianfilippo, de oito anos, e Ludovica, de seis.

Sozinho e destroçado, ainda tentou voltar para o hotel, mas sem sucesso; a neve era demasiado espessa. Gritou por ajuda, por um sinal. Não obteve resposta. Refugiou-se dentro do carro e contactou ao patrão por telemóvel, para que ligasse para o serviço de emergência e pedisse ajuda. Depois esperou.

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Foi um dos dois primeiros sobreviventes da tragédia em Rigopiano a ser salvo, porque estava no exterior do hotel. "Não ouvia ninguém. Só via uma parede de neve gigante. Salvei-me, mas a minha mulher e os meus filhos estão debaixo dos escombros", disse aos socorristas. Já no hospital, e confrontado com as fortes hipóteses de não haver sobreviventes dentro do hotel Rigopiano, confessou em lágrimas a um amigo: "Perdi tudo debaixo da neve. A minha mulher, os meus filhos. Ficaram la debaixo". Não podia estar mais enganado.

Esta sexta-feira os bombeiros retomaram os trabalho de perfuração da neve que cobria o hotel, mas a esperança era escassa. Sobreviver a temperaturas negativas 48 horas, sem comida ou fonte de calor era quase impossível. Quase. Pouco depois de retomadas as buscas, foram encontrados sobreviventes no interior do hotel Rigopiano. Primeiro dois, depois seis. Uma criança encontrada, depois outra, diziam os bombeiros.

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Um menino foi retirado dos escombros para o hospital. Seguiu-se-lhe uma mulher, a mãe deste. O improvável tinha acontecido: mãe e filho estavam vivos. "Ajudem-me! A minha filha está na sala do lado", disse Adriana ao ser retirada do hotel por um buraco na neve.

Começou novamente a corrida contra o tempo, havia que encontrar Ludovica, que a mãe dizia estar viva.

Já no hospital, Giampero reencontrou a mulher e o filho. Abraçou-os e choraram. Não quiseram prestar declarações, até porque nada havia a dizer.

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De volta ao hotel, nova esperança: um grupo de mais cinco sobreviventes foram encontrados numa sala próxima da cozinha. Uma mulher e duas crianças neste grupo. Estava consolidado o milagre. Ludovica estava viva.

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A menina foi depois retirada pelos bombeiros, noutro episódio profundamente emocionante.

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Contra todas as probabilidades, hipóteses e previsões, até do próprio Giampero, a família sobreviveu à tragédia perto dos Apeninos, que vitimou cerca 20 pessoas.

Nas redes sociais, multiplicaram-se as mensagens de apoio. Depois as felicitações. As orações chegaram dos quatro cantos do Mundo, de todos aqueles que leram a história de Giampero e ficaram com o coração apertado. Servem de prova de que, mesmo no fundo das piores tragédias, há sempre esperança de um final feliz.

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