Lula da Silva denunciado por corrupção em outro caso da operação Lava Jato

Ex-Presidente brasileiro acusado dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.

23 de maio de 2017 às 03:38
Lula da Silva, ex-Presidente do Brasil Foto: Getty Images
Lula da Silva recebeu 3,9 milhões em notas, acusa Marcelo Odebrecht Foto: Sebastião Moreira / EPA
Lula da Silva, Ministério Público, Odebrecht, Amigo, ex-presidente brasileiro, Marcelo Odebrecht, Lava Jato, Emílio Odebrecht, chefe de Estado Foto: EPA
Brasil, Marina Silva, Lula da Silva, Leo Pinheiro, Aécio Neves, Dilma Rousseff, MNE, José Serra Foto: Direitos Reservados

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O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil denunciou o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de segunda-feira por corrupção num outro caso que envolve as investigações da operação Lava Jato.

Segundo um comunicado divulgado pelo MPF, o ex-Presidente foi acusado dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.

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O órgão judiciário brasileiro acusa Lula da Silva de "estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de suborno em benefício de partidos políticos e funcionários públicos com a nomeação, enquanto Presidente da República, de diretores da Petrobras orientados para a prática de crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS".

Em troca da articulação deste suposto esquema criminoso, o ex-chefe de Estado teria recebido em benefício próprio obras e benfeitorias relativas a uma quinta em Atibaia, cidade do interior de São Paulo, que foram custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS.

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A acusação refere-se a subornos de pelo menos 128 milhões de reais (34,8 milhões de euros), supostamente pagos pela Odebrecht em quatro contratos firmados com a Petrobras, bem como vantagens indevidas de 27 milhões de reais (7,3 milhões de euros), pagas pela OAS, em três contratos firmados com a estatal.

"Esses valores foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressista (PP) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), bem como aos agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas", frisou o MPF.

O órgão de justiça brasileiro destacou que parte e do valor do suborno pago pela Odebrecht e pela OAS, no valor aproximado de 870 mil reais (236,8 mil euros) foi branqueado mediante a realização de reformas numa quinta para adequá-lo às necessidades da família de Lula da Silva.

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Também foram denunciados José Adelmário Pinheiro Filho, pela prática dos crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais, Marcelo Odebrecht e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, pelo crime de corrupção ativa.

Outros acusados são José Carlos da Costa Marques Bumlai, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho, supostamente autores do crime de branqueamento de capitais.

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